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“Na câmara de Faro e nas empresas municipais a adesão á greve é de 15 por cento e ajustámos as pessoas a outras funções, pelo que todos os serviços estão a funcionar”, afirmou à agência Lusa o presidente Macário Correia (PSD).

Segundo o autarca, nenhum trabalhador do setor da recolha do lixo fez greve: "De madrugada saíram dez camiões, que são os que saem todos os dias e ninguém fez greve”.

De um total de 1150 trabalhadores, apenas uma centena aderiu à greve, número insuficiente para colocar em causa o funcionamento normal dos serviços municipais.

O autarca justifica a baixa adesão com “a relação de confiança nos sindicatos porque há já poucos sindicalizados, a convicção nos resultados do efeito da greve e os próprios efeitos da greve nos vencimentos, com a retirada de um dia de trabalho”.

A CGTP e a UGT realizam hoje uma greve geral conjunta contra as medidas de austeridade, anunciadas pelo Governo em setembro, que têm como objetivo consolidar as contas públicas, entre as quais os cortes de salários nos trabalhadores do Estado, o congelamento das pensões em 2011 e o aumento em dois pontos percentuais do IVA.

Esta é a segunda greve geral marcada pelas duas centrais. A primeira realizou-se há 22 anos contra o pacote laboral.

Lusa

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