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Em comunicado, a autarquia explica que, em janeiro do ano passado, a administração da empresa informou a Câmara de que não estava prevista qualquer alteração ao funcionamento daquela estação "no horizonte mais próximo”.

Em esclarecimento enviado à agência Lusa, fonte dos CTT confirmou que a empresa está a analisar a transferência do serviço prestado por aquela estação para um posto de correio a ser criado na freguesia, devido a uma quebra na procura.

"Entre 2007 e 2011, a Estação de Correio de Ferragudo perdeu 17,1% dos seus clientes, verificando-se ainda uma redução de tráfego de 42,9%", adianta a empresa, sublinhando que ainda não está definida a data para a transferência.

Ao tomar conhecimento da iminência de encerramento, a Câmara deliberou, por unanimidade, aprovar uma proposta de contestação, enviada aos grupos parlamentares da Assembleia da República, à administração dos CTT e ao Ministério da tutela.

Na proposta, a autarquia exige da administração dos CTT "o integral cumprimento das suas obrigações legais" em termos de prestação de serviços e que "assegure o serviço público a que está obrigada", mantendo a estação.

"É a única forma da população, sobretudo a com maior dificuldade de mobilidade, e do importante número de turistas que a vila de Ferragudo recebe, terem assegurados todos os serviços a que os CTT estão obrigados a prestar", defende a Câmara.

Segundo os CTT, a acontecer a transferência, todos os serviços postais continuarão disponíveis no posto a ser criado, incluindo os pagamentos de vales de prestações sociais (reformas e todas as outras).

"A proximidade da localização do posto de correio a ser criado permite-nos dizer que, do ponto de vista do acesso aos serviços, o impacto para a população será nulo", frisa a empresa, assegurando que não haverá perda de postos de trabalho.

Os CTT acrescentam que, caso a transferência avance, a distribuição do correio continuará a ser feita pelos mesmos carteiros, todos os dias e com os mesmos giros.

Em abril, a população de Alte, em Loulé, também se manifestou contra o encerramento da estação de correios da aldeia, tendo os CTT esclarecido que os serviços iam ser transferidos para um parceiro local, no mesmo edifício.

Lusa

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