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© Luís Forra/Lusa
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A Câmara de Lagos anunciou na sexta-feira a abertura do concurso público para a empreitada de reabilitação da ponte rodoviária, um dos principais acessos à cidade, encerrada há dois anos por risco de colapso “iminente”.

O concurso público da empreitada de reabilitação e reforço estrutural da ponte centenária, com um preço base de 950 mil euros acrescido de IVA (Imposto sobre o Valor Acrescentado) e um prazo de execução de 240 dias, foi publicado na sexta-feira em Diário da República.

A obra, com início previsto para o final do verão, será comparticipada em 65% por fundos comunitários, através do Programa Operacional Algarve 21 (no eixo Valorizaçao Territorial e Desenvolvimento Urbano), sendo o restante assegurado pela Câmara de Lagos.

As obras preveem a construção de um novo tabuleiro com uma largura superior ao atual, o reforço estrutural dos 12 pilares com microestacas e a reabilitação arquitetónica da obra de arte.

O novo tabuleiro terá uma largura de 11,75 metros, com uma faixa de rodagem com dois sentidos com 6,50 metros de largura útil, e corredores laterais em ambos os lados para circulação de peões e bicicletas.

O projeto para a reabilitação da ponte D. Maria foi aprovado, por maioria, na reunião de câmara na quarta-feira passada, tendo a CDU votado contra o projeto.

Segundo a CDU, o projeto terá impactos negativos para “o património do município, já que se constrói uma ponte nova em cima da ponte histórica”. O partido critica a falta de “discussão de soluções alternativas para a recuperação de toda a estrutura”.

A ponte centenária D. Maria II, com ligação à Meia Praia, foi fechada ao trânsito automóvel e pedonal em fevereiro de 2012, por recomendação do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), por “risco de colapso iminente”, após uma inspeção à estrutura de suporte.

O relatório do LNEC aponta “danos graves” em dois arcos assentes sobre o primeiro pilar, que correspondem “à fendilhação em toda a largura dos arcos base de sustentação da ponte com alteração significativa da sua geometria”.

O documento sustenta que os danos “comprometem a capacidade de resistência dos arcos, sendo possível o seu colapso iminente e de forma brusca”.

De acordo com a Câmara de Lagos, a abertura da ponte está prevista para maio/junho de 2015.

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