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Os dois edifícios que compõem o mercado, situados na zona ribeirinha da cidade, junto à Ria Formosa, foram propostos para receber a classificação de MIP pela Direção-Geral do Património Cultural, depois de a autarquia de Olhão e de a Direção Regional de Cultura do Algarve terem realizado diligências nesse sentido.

O anúncio do projeto de decisão para classificar o mercado municipal como MIP foi feito no Diário da República de 11 de Outubro passado e prevê um período de consulta pública de 30 dias, nos quais os interessados poderão pronunciar-se sobre o projeto e a Zona Especial de Proteção criada em redor dos edifícios.

Na publicação oficial do Estado, pode ler-se que “as observações dos interessados deverão ser apresentadas junto da Direção Regional de Cultura do Algarve, que se pronunciará num prazo de 15 dias úteis”, e “caso não sejam apresentadas quaisquer observações, a classificação e a ZEP serão publicadas no Diário da República” e entrarão em vigor a partir dessa data.

“Isto é o reconhecimento da importância arquitetónica e histórica de um dos ícones da cidade que são os mercados. Em bom tempo a autarquia resolveu transformar e melhorar os mercados, tendo sido um dos primeiros grandes investimentos que fizemos na cidade, e este é o reconhecimento dessa nossa estratégia e desse objetivo”, afirmou à Lusa o vice-presidente da Câmara de Olhão, António Pina.

Segundo o autarca, esta classificação poderá “trazer uma maior atenção das pessoas que se interessam pela arquitetura e pelos monumentos, colocar Olhão nessa lista de MIP e trazer mais gente para visitar a cidade, conhecer os mercados e depois encantar-se com a Ria Formosa”, um dos principais pontos de atração turística do município.

“É mais um prémio que Olhão ganha”, disse António Pina, frisando que “o mercado é centenário e tem uma arquitetura única”, tendo sido alvo de obras de recuperação em 1998, no valor de 2,5 milhões de euros, com a ajuda de com fundos comunitários provenientes do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).

António Pina acrescentou que, em termos arquitetónicos, os imóveis são de “um estilo que se pode dizer mediterrânico”, contrariamente ao que muitas pessoas dizem, ao “classificá-lo erradamente como um estilo do norte de África”.

O vice-presidente da Câmara algarvia destacou ainda que o projeto de recuperação realizado em 1998 teve “o mérito de preservar a identidade do projeto inicial e, mais importante que isso, preservar o uso que lhe foi dado desde início, com mercado do peixe, de um lado, e de verdura e da carne, do outro”.

Lusa

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