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A entrada no recinto foi vedada em outubro passado por questões de segurança, já que os acessos em madeira estavam danificados devido a atos de vandalismo e à utilização excessiva da infraestrutura, que no verão atrai milhares de pessoas.

“Podemos até transformá-lo num museu vivo e o acesso passar a ser pago para termos vigilância e limpeza permanente”, referiu à Lusa Jorge Botelho, que ainda não sabe ao certo em que moldes vai a estrutura ser reaberta.

Dos estragos registados contam-se alguns degraus das escadarias partidos, guardas de segurança e caixotes de lixo vandalizados, entre outros equipamentos danificados.

Antes das obras de construção dos passadiços e da escadaria, há cerca de cinco anos, a entrada no Pego do Inferno fazia-se por caminhos de terra, obrigando mesmo ao atravessamento de um curso de água.

O Pego do Inferno é conhecido pela sua cascata, proveniente da Ribeira da Asseca e que desagua numa lagoa, rodeada de vegetação, conjunto que pode ser observado a partir de um miradouro.

Existem algumas lendas associadas a este local, sendo a mais popular e a que lhe dá o nome, segundo a qual uma carroça se despenhou no pego, nunca tendo sido encontrada.

A lenda levou a que se acreditasse que o pego não teria fundo – hoje sabe-se que tem cerca de sete metros de profundidade -, e que quem ali caísse iria dar diretamente ao inferno.

Folha do Domingo com Lusa
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