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A candidatura ao empréstimo mereceu o visto positivo do Tribunal de Contas, depois de a autarquia ter retirado do acordo duas prestações do capital social que tinha em dívida com a Sociedade Polis Litoral da Ria Formosa e não foram aceites, explicou à agência Lusa o autarca Jorge Botelho.

“Tínhamos colocado, convictos de que estávamos a fazer bem, mas não foram elegíveis, duas prestações do capital social que temos em dívida para com a Sociedade Polis. No nosso entendimento, tinham todo o cabimento no Plano de Restruturação Financeira, porque era dívida que temos de pagar, mas o Tribunal de Contas assim não o entendeu”, afirmou Jorge Botelho.

A Câmara vai receber 1,165 milhões de euros e não os 1,798 milhões de euros que constavam da proposta inicial, mas este valor “é fundamental” para sanear as contas com os fornecedores locais e “reforçar a posição de pessoa de bem da autarquia”, segundo o autarca.

“Isso quer dizer que agora sim, vamos pagar aos fornecedores com esse dinheiro, que esperamos que o Governo nos transfira. Vai ser injetado na economia. Os fornecedores vão ser ressarcidos dos valores que a Câmara ainda tem em dívida e, a partir desse pagamento e liquidação das faturas, a Câmara passará a pagar, em termos médios, a 30 dias, todas as faturas”, frisou.

Jorge Botelho disse que, quando tomou posse, em 2009, a Câmara de Tavira “estava a pagar a mais de 180 dias” e a aprovação do PAEL vai fazer com que o município liquide as faturas vencidas do período entre outubro e dezembro de 2011.

“Já estamos a pagar faturação de fevereiro e não conseguimos pagar estas faturas de 2011 porque estavam no Plano de Saneamento do PAEL. Pagando isto, só ficamos com faturação vencida de fevereiro, isto é a 30 dias. O prazo médio de pagamento vai diminuir substancialmente e a Câmara passa a estar em ordem com os seus fornecedores”, salientou.

Isto permitirá que a economia local tenha mais dinheiro e preserve postos de trabalho, num período em que o desemprego é uma das principais preocupações do país, acrescentou.

O autarca disse, ainda, que o pagamento do PAEL será feito a sete anos, em 14 prestações semestrais.

Lusa

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