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Hotel_guadianaA Câmara de Vila Real de Santo António anunciou ontem o lançamento do concurso público para a requalificação do edifício centenário do Hotel Guadiana, para aumentar a oferta turística de qualidade no concelho.

A empreitada de reabilitação do edifício histórico, situado na baixa da cidade, tem um valor base de dois milhões de euros, e será financiada por fundos comunitários através do programa Jessica, instrumento desenvolvido pela Comissão Europeia em colaboração com o Banco Europeu de Investimento e com o Banco de Desenvolvimento do Conselho da Europa.

A conclusão das obras está prevista para dezembro de 2016.

Segundo o presidente da Câmara de Vila Real de Santo António, Luís Gomes, a reabilitação do edifício, classificado como imóvel de interesse municipal desde 2010, visa assegurar a sua reabertura e a respetiva transformação em hotel de charme.

“A operação faz parte da estratégia de recuperação do património edificado da cidade e da instalação no centro histórico de unidades hoteleiras de referência, potenciando um turismo de qualidade superior e cultural”, destacou o autarca.

De acordo com Luís Gomes, será adaptado à categoria de unidade de cinco estrelas, “pondo fim ao cenário de degradação do edifício, cartão-de-visita da frente ribeirinha da cidade”.

O imóvel manterá a fachada original e os elementos decorativos do prédio projetado por Ernesto Korrodi – arquiteto de origem suíça e naturalizado português -, cuja construção data do período entre 1918 e 1921, tendo sido inaugurado em 1923.

Os hotel ficará dotado de 31 quartos, 15 dos quais duplos, três suites júnior e 13 individuais.

A empreitada engloba a recuperação de um edifício na Ponta da Areia, que servirá como área de apoio balnear.

O projeto de recuperação e reabilitação do Hotel Guadiana enquadra-se no Plano de Pormenor de Salvaguarda do Núcleo Pombalino de Vila Real de Santo António e na Área de Reabilitação Urbana do centro histórico.

Além da recuperação do Hotel Guadiana, a autarquia pretende converter os antigos imóveis municipais em unidades de “alojamento de charme”, no sentido de transformar o centro histórico de Vila Real de Santo António numa referência em termos turísticos.

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