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A autarquia algarvia recorda que o presidente da CCDR, David Santos, anunciou na semana passada essa intenção durante a cerimónia de assinatura do protocolo de criação da Eurocidade Ayamonte (Espanha)-Vila Real de Santo António, projeto que “visa estreitar as relações institucionais, culturais, desportivas e económicas entre os dois municípios fronteiriços”.

O presidente da Câmara de Vila Real de Santo António, Luís Gomes, referiu num comunicado que este projeto, que prevê a dragagem da foz do rio e intervenções ao longo do seu trajeto e o seu balizamento, é “uma pretensão antiga da autarquia e satisfaz uma das principais reivindicações dos empresários do Baixo Guadiana”.

“Poucos países têm em comum um rio com as características do Guadiana e, como tal, não podemos abandonar este recurso. Este anúncio da CCDR é, pois, um dos grandes compromissos de 2013 para o desenvolvimento do Algarve e uma marca do entendimento entre duas regiões transfronteiriças”, frisou o autarca.

O presidente da CCDR do Algarve, que assegura atualmente a presidência rotativa da Eurorregião Algarve-Alentejo-Andaluzia, disse à Lusa que espera poder sentar-se brevemente à mesma mesa com as autoridades portuguesas e espanholas para conseguir o acordo dos dois países em termos ambientais.

“Temos duas candidaturas aprovadas, uma relativa ao desassoreamento da foz e outra ao desassoreamento do rio. Queríamos que fosse até ao Pomarão (Mértola), há dificuldades em termos ambientais para lá chegar, mas entendemos que pelo menos até Alcoutim podemos chegar sem qualquer problema”, afirmou.

David Santos disse que, como se trata de um rio internacional, a aprovação do projeto não depende só das autoridades portuguesas nem das autoridades espanholas e tem sido isso que tem bloqueado sistematicamente esta pretensão antiga dos municípios situados no Baixo Guadiana (Vila Real de Santo António, Castro Marim e Alcoutim).

“O que temos que fazer agora é reunir as autoridades dois países e que a comissão diga que está aprovado. Foi isso que ninguém conseguiu fazer até hoje, mas que eu tenho mesmo que fazer porque me comprometi e porque é ridículo ter as candidaturas aprovadas, haver a verba e não se fazer porque não há aprovações ambientais de ambos os lados”, acrescentou.

As obras poderiam iniciar-se, segundo David Santos, em abril e permitiriam realizar a dragagem da foz e de algumas zonas onde é mais difícil passar embarcações com maior calado.
Lusa

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