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A estratégia municipal de combate ao desemprego, que atinge no concelho algarvio cerca de 1.500 pessoas, foi hoje apresentada pela Câmara de Vila Real de Santo António na biblioteca municipal da cidade, numa cerimónia que contou com a presença do secretário de Estado do Emprego, Pedro Silva Martins.

“São 17 medidas que visam que a autarquia tenha um papel ativo na área da empregabilidade, desde logo trabalhando com as pessoas que estão no desemprego para encontrar soluções para as integrar no mercado de trabalho”, afirmou o presidente da Câmara local, Luís Gomes, aos jornalistas.

O autarca apontou três exemplos já em prática: um curso de guias turísticos realizado em parceria com o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), a integração de desempregados da construção civil na reabilitação urbana e de bairros sociais e a criação de quiosques de artesanato, doçaria ou frutaria no centro histórico.

“Somos uma terra com grandes ativos naturais e vamos tentar dar uma forte formação em conservação da natureza. O nosso mercado turístico é sobretudo proveniente da Holanda e vamos dar formação em holandês, o que não é fácil porque só havia um formador acreditado no Algarve. E vamos procurar dar apoio logístico para que as pessoas possam criar as suas próprias empresas”, acrescentou.

Sobre os quiosques, Luís Gomes disse que o objetivo é “complementar e diversificar a oferta comercial já existente, criando um centro comercial a céu aberto e apostando no artesanato ou na frutaria e doçaria tradicionais”, para criar ofertas “não concorrenciais a quem já tem a sua loja e paga impostos e taxas municipais” e dar “condições para que as pessoas criem o seu próprio emprego e a sua própria atividade económica”.

O autarca não quis apontar um número de postos de trabalho que o plano pode vir a criar, sublinhando que “o importante é a câmara não assobiar para o lado e não endossar todas as responsabilidades” para o Governo.

“É um objetivo de todos nós e procurámos dar o contributo para que as pessoas tenham acesso ao mercado de trabalho, envolvendo toda a comunidade. Foi isto que passámos um ano a fazer, a construir este instrumento que não é um livro com teorias sobre o mercado de emprego, porque as pessoas estão fartas e querem ver medidas concretas que melhorem a sua qualidade de vida”, concluiu.

O documento foi elaborado pelo Instituto de Estudos Regionais e Urbanos da Universidade de Coimbra, em colaboração com IEFP, a Câmara Municipal, as escolas do concelho e associações empresariais.

O secretário de Estado considerou que estas iniciativas são importantes porque tentam criar dinamismo no emprego a nível local e criam uma lógica de complementaridade entre as medidas que o Governo está a tomar para combater o desemprego.

Lusa
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