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A autarquia justifica, em comunicado, que o recurso a um novo empréstimo financeiro “respeita os limites” ao endividamento dos municípios, previsto na Lei das Finanças Locais.

“Os limites de endividamento foram previamente apurados pelos serviços municipais e confirmados pela Direcção Geral das Autarquias Locais”, sublinha no documento.

Segundo a Câmara de Lagos, a verba destina-se ao pagamento de projetos da segunda fase da zona desportiva, obras de conservação do Centro Cultural, intervenções na nova escola de artes e profissões e a obras de conservação e reparação de edifícios municipais.

Ainda segundo a nota, a autarquia “irá agora consultar várias instituições bancárias com vista à escolha da melhor proposta de condições de crédito a contratar”, sendo depois remetido à apreciação da Assembleia Municipal e posteriormente ao Tribunal de Contas.

Com cerca de 23 milhões de dividas a fornecedores, a Câmara de Lagos (Algarve) já tinha anunciado em junho passado, o pedido de um empréstimo de curto prazo de 1,9 milhões euros para equilibrar a tesouraria, admitindo avançar com um plano de saneamento financeiro para pagar a totalidade das dívidas.

Em declarações à Lusa, o presidente da Câmara de Lagos, Júlio Barroso, justificou a necessidade de recorrer a financiamentos bancários, com “as quebras” nas receitas que provocam “dificuldades de tesouraria para pagar aos fornecedores”.

Lusa
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