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O PS diz, contudo, que a acusação constitui um “folclore”.

O caso remonta a 1998, quando a autarquia, liderada por António Murta (PS), firmou contrato com uma empresa para a construção de um sistema intercetor de águas residuais que não viria a ser cumprido.

A construtora moveu um processo contra a autarquia em 2001, tendo o Supremo Tribunal Administrativo condenado recentemente o município ao pagamento de 1,3 milhões de euros, refere a câmara em comunicado divulgado hoje.

O montante fixado pelo tribunal é de 679 mil euros, ao qual acrescem juros de mora relativos a uma década, desde 2001 até 2010, precisa o comunicado.

O presidente da autarquia, Luís Gomes (PSD), acusa o anterior executivo de "sujeitar" a câmara ao pagamento de uma dívida que não é da sua responsabilidade e que "condiciona fortemente" a sua ação.

"[O PS] Está a enganar a população, acusando este executivo de gastar dinheiro mal gasto, quando afinal uma grande parte das receitas da autarquia são necessárias para pagar as dívidas e erros do anterior executivo", sublinha.

Em declarações à Lusa, Jovita Ladeira, do PS de VRSA, refere que as acusações do PSD lhe parecem um "folclore" criado em torno da situação para desviar as atenções da gestão "desastrosa" e "irresponsável" do atual executivo.

"Isto não pode servir para tapar a gestão que o PSD tem conduzido ao longo dos últimos seis anos e que hipotecou o futuro de VRSA", frisou a também vereadora na autarquia, negando que o PSD tenha herdado dívidas do PS.

Jovita Ladeira afirmou, contudo, desconhecer o acórdão do tribunal, o que a impede de se pronunciar com rigor sobre o caso, mas prometeu que irá recolher informação sobre o processo.

Lusa
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