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A autarquia introduziu “em meados de julho” o sistema de cobrança de parques para evitar a utilização prolongada por parte de veraneantes nos meses de maior afluência à praia, “mas este só esteve a funcionar cinco ou seis dias”, explicou Luís Gomes à agência Lusa.

“Houve um problema provocado por eletricidade estática e o sistema foi suspenso até a sua origem ser determinada. Apesar de não haver risco para as pessoas, era uma situação incómoda e não iria permitir que continuasse em funcionamento enquanto o problema se mantivesse”, afirmou o presidente da câmara algarvia.

Luís Gomes disse que havia uma pequena descarga quando as pessoas retiravam o bilhete da máquina situada à entrada do parque e que abre a cancela, mas sublinhou que “não se tratava de um choque elétrico, mas de um problema de eletricidade estática, que não implicava riscos para os utilizadores e a autarquia está a tentar resolver”.

Questionado sobre as razões que levaram a câmara a cobrar o estacionamento na praia de Monte Gordo, Luís Gomes justificou-as com a “necessidade de garantir a rotatividade e permitir que as pessoas que procuram a zona para ir à praia e usufruir dos estabelecimentos comerciais situados nas imediações terem lugar para os carros”.

“Nos anos anteriores havia pessoas que vinham de férias e deixavam os carros nos parques durante 15 a 20 dias e quem queria ir à praia ou ao comércio local não tinha lugar. Com a introdução deste sistema acabámos com essa situação. Quem não quiser pagar dispõe de bolsas de estacionamento gratuitos noutros locais”, acrescentou.

A câmara criou três parques de estacionamento gratuitos e transportes pendulares até à praia em pequenos autocarros da autarquia. Um dos parques está situado próximo da praia e tem 300 lugares, outro está instalado no campo de futebol do Beira-Mar de Monte Gordo e disponibiliza 200 lugares e foi criado um terceiro junto à Estrada Nacional 125, perto da entrada para a localidade.

Luís Gomes considerou que a câmara “apenas aplicou o princípio do utilizador pagador, recorrendo a um sistema que já era utilizado noutras zonas do Algarve, onde os estacionamentos próximos das praias são pagos”.

O presidente da câmara algarvia sublinhou que a autarquia já tinha implementado a cobrança de estacionamento na praia da Manta Rota, “onde há um parque nascente gratuito e outro poente pago, sendo curiosamente o segundo mais utilizado que o primeiro”.

O autarca revelou ainda que “a receita estimada é de 100 mil euros nos dois meses e meio de época alta de verão e essa verba será utilizada para a manutenção da frente de praia, nomeadamente em passadeiras, lava-pés, limpezas, etc”.

Lusa

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