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© Luís Forra/Lusa
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Os municípios algarvios vão atribuir uma compensação de 15 euros por dia a cada bombeiro que integrar o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais (DECIF) 2014, apresentado na terça-feira, montante que será repartido de forma igual pelas 16 autarquias.

Em declarações aos jornalistas, o presidente da Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL), Jorge Botelho, explicou que cada autarquia irá despender cerca de 20 mil euros para reforçar o pagamento de 45 euros por 24 horas de trabalho que a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) já paga aos bombeiros do dispositivo.

“Quando havia muito dinheiro era muito mais fácil, até porque houve uma altura em que fazíamos de forma diferenciada, quem mais meios tinha no terreno mais pagava, mas agora a novidade é que as autarquias chegaram a um entendimento para que este esforço seja repartido de forma equitativa por todos”, afirmou, à margem da assinatura do protocolo de constituição do DECIF, em Faro.

O comandante operacional distrital, Vítor Vaz Pinto, explicou que o protocolo, pioneiro a nível nacional, é “indispensável” para a constituição daquele dispositivo, constituído por 716 bombeiros e que está exclusivamente vocacionado para o combate a incêndios florestais.

“Este complemento que as câmaras dão aos bombeiros que integram o dispositivo é indispensável e, por outro lado, também nos permite que os bombeiros profissionais fora do período normal de trabalho possam integrar este dispositivo e que tenham as mesmas condições do que os seus colegas voluntários”, afirmou.

De acordo com o protocolo, firmado entre as câmaras municipais da região, a ANPC, a Federação dos Bombeiros do Algarve (FBA) e as entidades detentoras dos corpos de bombeiros, aqueles profissionais receberão 20 euros por cada jornada de oito horas de trabalho e 60 euros por 24 horas de trabalho.

“O que nós estamos a prever é que os bombeiros que têm um período do seu tempo livre disponível possam acumular estas funções, aumentando a sua disponibilidade para o serviço, porque todos são contratados pelas suas corporações e disponibilizam-se para fazer trabalho extra em regime de prevenção para combater fogos”, observou Jorge Botelho.

Vítor Vaz Pinto lembrou ainda as dificuldades que os comandantes têm, no período de verão, em recrutar bombeiros para constituir o dispositivo”, uma vez que “é mais fácil aliciar um rapaz de 20 anos para estar a trabalhar junto à praia do que no meio do mato a combater incêndios”.

Por outro lado, nesta altura a população algarvia triplica, o que faz com que os bombeiros sejam também solicitados a intervir em mais ocorrências, concluiu.

O montante total assumido pelas autarquias algarvias ao abrigo do protocolo assinado ascende aos 317.760 euros.

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