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Câmaras do sotavento algarvio e utentes criticam “obra de fachada” na EN125

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

As Câmaras de Vila Real de Santo António e Castro Marim e o Movimento de Cidadania dos Utentes da EN125 – Sotavento qualificaram na terça-feira como “obra de fachada” as intervenções urgentes anunciadas para essa via pela Infraestruturas de Portugal.

A intervenção de urgência na Estrada Nacional 125 (EN125) inclui trabalhos de repavimentação e marcação horizontal numa extensão de 38 quilómetros, entre os concelhos de Olhão e de Vila Real de Santo António, e foi anunciada na segunda-feira pela Infraestruturas de Portugal (IP), a par de uma requalificação em cerca de 10 quilómetros da EN124, entre o Porto de Lagos (Portimão) e o concelho de Silves, e de outra na EN396, junto ao nó com a A22, em Loulé.

Mas os municípios de Castro Marim e Vila Real de Santo António, que tinham acompanhado o Movimento na semana passada durante a entrega no parlamento de uma petição com cerca de 6.000 assinaturas pela requalificação da parte sotavento (este) da EN125, consideraram que o anúncio feito pela IP e pelo Governo é “um claro desrespeito” pelas populações e “não irá resolver nenhum dos problemas estruturais a que a via chegou nos últimos anos”.

“Para as três entidades, a obra de urgência chega tarde e já deveria ter sido realizada há vários anos. Acresce o facto de a mesma ocorrer já em pleno verão, com todos os prejuízos que daí advirão para a atividade turística, moradores e comércio”, pode ler-se num comunicado conjunto dos municípios e do movimento de utentes da EN125 – sotavento.

Os signatários do comunicado consideraram que a degradação visível na EN125 entre Vila Nova de Cacela e Vila Real de Santo António, troço que abrange também Altura, no concelho de Castro Marim, demonstra que, “quer a concessionária, quer o Governo se demitiram de cumprir as suas obrigações básicas em reparar a via”.

A mesma fonte observou ainda que “mais de metade do milhão de euros anunciado para obras de emergência” vai “ser destinado à reparação da ponte do Almargem, em Tavira, enquanto a restante fatia será repartida para obras em Silves, Loulé e no sotavento”, criticou.

“Contas feitas, sobram pouco mais de 250.000 euros para proceder à reparação da EN125 entre Tavira – Cacela e Castro Marim”, estimaram as Câmaras do extremo este do Algarve e os utentes da EN125, considerando que essa verba “dará apenas para tapar alguns buracos, enquanto se aguarda pela reparação estruturante, que nem sequer possui uma data definitiva”.

Os presidentes das Câmaras de Castro Marim, Francisco Amaral, e de Vila Real de Santo António, Conceição Cabrita, e o Movimento de Cidadania prometeram continuar com todas as ações de luta que já tinham previsto realizar em defesa da “requalificação estruturante da EN 125 no sotavento”, entre elas uma marcha lenta entre Cacela e Vila Real de Santo António para data a definir.

A posição destas entidades surge depois de, na segunda-feira, a IP ter anunciado que ia proceder a “obras de emergência” nas estradas nacionais 124, 125 e 396, através de três empreitadas com caráter de urgência, orçadas em cerca de um milhão de euros, que vão permitir “que as obras possam ter início na segunda quinzena de maio” e “estejam concluídas antes do período do verão”.

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