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A recuperação dessas casas de primeira habitação – 20 em São Brás e seis em Tavira -, será financiada ao abrigo dos Contratos Locais de Desenvolvimento Social (CLDS) criados pelo Governo para o efeito, num montante de 600 mil euros, repartido pelos dois concelhos.

Já as intervenções em palheiros, anexos ou segundas habitações atingidas pelos incêndios deverão ser financiadas por fundos do Programa de Desenvolvimento Rural (PRODER), cujas candidaturas ainda não abriram.

“Neste momento, temos os cadernos de encargos prontos e estamos a trabalhar nos processos para ver se é possível lançar os concursos até final do mês”, afirmou à Lusa o presidente da Câmara de Tavira, Jorge Botelho.

De acordo com o autarca, os concursos “têm que ser lançados por uma instituição de solidariedade”, que, no caso de Tavira, é o Centro Social de Nossa Senhora das Dores, em Santa Catarina da Fonte do Bispo.

“Já temos a instituição de suporte escolhida, os cadernos de encargos estão feitos para a recuperação das casas, há uma avaliação rigorosa dos valores das casas a recuperar, mas ainda não estão os procedimentos lançados”, precisou.

Jorge Botelho sublinhou que a câmara está “a trabalhar para assinar os contratos definitivos”, esperando “até ao fim do mês ter esses processos feitos.

“Temos projeções em cadernos de encargos à volta de 300 mil euros, mais precisamente de 295 ou 296 mil euros, mas em concurso o montante pode ser um bocadinho superior”, frisou, quando questionado se os 300 mil euros inicialmente atribuídos seriam suficientes.

Em São Brás de Alportel, o CLDS está a ser coordenado pelo Centro de Cultura e Desporto dos Trabalhadores da Câmara Municipal e Junta de Freguesia, disse à Lusa a vereadora Marlene Guerreiro.

Para garantir a realização de trabalhos que não possam ser financiados ou de outras necessidades das populações afetadas, a Câmara de São Brás de Alportel vai recorrer ao fundo solidário “Renascer das Cinzas”.

O fundo, para o qual reverteu a receita total de bilheteira da Feira da Serra, continua a receber donativos, nomeadamente através de uma campanha no comércio local, contando com o apoio de uma rede de voluntários.

Já a recuperação da área florestal ardida e da área agrícola será coordenada por um grupo de trabalho, estando a ser estudadas hipóteses de candidaturas a apoios estatais, acrescentou.

Lusa

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