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Câmaras pioneiras na criação de gabinetes anti-crise registaram centenas de pedidos de apoio

Em Vila Real de Santo António, a primeira câmara do país a criar uma estrutura deste tipo há cerca de um ano, a autarquia "apoiou 637 famílias", “já gastou entre os 300 e os 400 mil euros e este apoio é para continuar em 2010", disse à Lusa o presidente, Luís Gomes.

"Em princípio vamos manter esta verba, mas veremos se em função da demanda é necessário fazer ajustes orçamentais", disse o autarca quando questionado sobre se haveria um aumento da verba para medidas de apoio no âmbito da Agência Municipal Anti-crise (Agarra) em 2010.

Luís Gomes fez um balanço do primeiro ano de funcionamento e explicou que, "infelizmente, foi um ano em que não houve mãos a medir do ponto de vista da actuação na ajuda às pessoas".

"Já emitimos 396 vales de supermercados, o que equivale a 68 famílias abrangidas, temos 63 famílias que foram encaminhadas para as Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) para apoio alimentar e familiar, emitimos 294 cartões sociais e emitidos 210 cartões família", adiantou.

O autarca algarvio precisou que os cartões sociais e família "dão descontos nas tarifas da águas e ajuda na aquisição de medicamentos e em tratamentos médicos"

A câmara de Vila Real de Santo António gastou ainda cerca de 275 mil euros a comprar quatro imóveis e evitar penhoras sobre as casas de famílias numerosas.

A outra câmara que constituiu um gabinete anti-crise, a de Portimão, atendeu desde a sua entrada em funcionamento, em Fevereiro passado, "2814 munícipes, a uma média de 14 por dia", informou Pedro Poucochinho, chefe de gabinete do presidente, Manuel da Luz.

Segundo dados disponibilizados pela autarquia, a câmara de Portimão gastou perto de 200.000 euros em subsídio ao arrendamento (82 198 euros), verbas canalizadas para as Juntas de Freguesia para "apoio a agregados familiares em situação de grave carência económica, nomeadamente pagamento de rendas em atraso, apoio ao arrendamento, apoio à aquisição de óculos" (60.000), comparticipação municipal de medicamentos (36.000) e aquisição de bens de primeira necessidade (20.000).

Nesta verba não se incluem outros apoios que foram prestados pelos serviços da câmara, como as reduções nas tarifas da água, atribuídas a 475 agregados familiares, a entrega mensal de bens de primeira necessidade através da Loja Social, que beneficia 120 famílias, apoio a pequenas obras e limpezas em habitações, feitas em 22 casas, ou passaportes seniores, que atingiram o número de 3.477, entre outros.

No subsídio de apoio ao arrendamento, a câmara passou de 43 casos em 2008 para 312 em 2009, enquanto na aquisição de bens de primeira necessidade foram apoiadas 189 famílias.

Na comparticipação municipal de medicamentos foram auxiliadas 174 famílias.

A câmara revelou ainda que houve reduções dos Impostos Municipais sobre Imóveis e Transmissões e que está previsto um aumento de 5000 euros para aquisição de bens de primeira necessidade, mas a verba global para o gabinete irá ser mantida em 2010.

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