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Aquela doença, que representa a segunda causa de morte por cancro no homem, será um dos principais temas debatidos durante o XI Simpósio da Associação Portuguesa de Urologia (APU), que decorre a partir de sexta feira, em Albufeira.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da APU, Tomé Lopes, afirma que ainda existe muito “pudor” e “mitos” em torno das doenças urológicas – sobretudo do cancro da próstata –, o que faz com que a maioria dos homens receie ir ao médico.

“Têm medo do toque retal [único exame que permite avaliar o estado da próstata] e receiam que, se lhes for descoberta alguma doença, que esta ou o seu tratamento lhes afete a capacidade sexual”, diz.

Em Portugal são diagnosticados por ano entre 3 a 4 mil novos casos da doença, números que poderiam ser reduzidos se os homens se submetessem anualmente a vigilância médica, afirma Tomé Lopes.

Segundo o urologista, as probabilidades de ter cancro da próstata quintuplicam se houver um historial familiar da doença, pelo que os homens cujo pai teve aquele tipo de cancro devem começar a ser vigiados a partir dos 45 anos.

Tomé Lopes aproveita para desmistificar os exames à próstata, que são “simples”, “fáceis de fazer” e “duram poucos segundos”, lembrando que a maior parte das doenças da próstata são benignas.

Um exemplo é a Hiperplasia Benigna da Próstata (HBP), que consiste no aumento da próstata causando sintomas como o aumento da frequência urinária, a vontade súbita de urinar e a necessidade de esforço abdominal para urinar.

Segundo o médico, esta doença afeta aproximadamente 25 por cento dos homens com idade superior a 40 anos e um em cada três homens com mais de 65 anos, pelo que a única forma de prevenção é a vigilância.

“Muitos dos doentes com HBP não vão ao médico porque julgam que os sintomas são efeitos do envelhecimento”, alerta Tomé Lopes, ressalvando que mais de metade dos homens entre os 60 e os 70 anos sofrem da doença.

Lusa

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