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A festa, que assinala a época natalícia, realiza-se todos os anos por altura do Dia de Reis já que no Natal muitas das jovens que ali vivem vão para a casa da família, disse à Lusa a presidente da instituição, Filomena Rosa.

Durante a festa, cada rapariga receberá uma prenda individual escolhida propositadamente para si e todas receberão o habitual “presente coletivo”, que este ano é uma sala de estética, situado num dos andares do edifício.

A ideia é dar às raparigas que ali vivem um espaço para que possam tratar da sua beleza, equipado com alguns artigos essenciais, uma vez que a maioria “não gosta de descurar a imagem”, conta Filomena Rosa.

A Casa de Proteção à Rapariga foi fundada em 2007 e tem capacidade para alojar em permanência 18 jovens dos 12 aos 18 anos e ainda duas unidades de alojamento de emergência.

O tempo médio de estadia é de seis meses, sendo que as raparigas são depois encaminhadas para a sua família, para lares – embora seja difícil pois a maioria não tem vagas -, ou para projetos autónomos de vida.

Esta é a primeira instituição do género vocacionada exclusivamente para uma população feminina, uma área onde havia uma “grande lacuna” sobretudo no que respeita à faixa etária entre os 12 e os 18 anos.

“Um dos nossos lemas é quebrar ciclos de pobreza, não podemos ter uma atitude meramente assistencialista” sublinha Filomena Rosa, dizendo que a maioria destas jovens ali chegam “sem regras” e denotando alguns “comportamentos delinquentes”.

Aquela responsável aproveita para apelar a vizinhos ou pessoas que acompanhem jovens que pensam estar em risco para denunciar essas situações através da Linha de Emergência Social, cujo número é o 144.

“Quem quiser ajudar deve acionar os mecanismos legais ou inscrever-se na Segurança Social como família de acolhimento”, alerta Filomena Rosa, dizendo que estas situações devem seguir os trâmites legais para não haver problemas.

Ao longo dos últimos três anos já passaram pela instituição 60 jovens e o próximo passo poderá ser a criação de um Centro de Apoio Familiar e aconselhamento parental num dos cinco andares do edifício atualmente sem utilização.

“Queremos chegar diretamente às famílias, mesmo que não tenham nenhum membro que seja utente da instituição”, conclui Filomena Rosa.

Lusa

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