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“Às vezes damos mais 10 refeições para além das que estão contratualizadas com a Segurança Social”, explica ao Folha do Domingo o padre Flávio Martins, responsável pela instituição, acrescentando que o aumento da procura daquela valência, que conta com lista de espera, levou inclusive a que fosse contratada mais uma funcionária.

O sacerdote explica que os beneficiários daquele apoio, que funciona nas instalações do Lar de Santa Maria, são “sobretudo desempregados”, pessoas que habitualmente não precisavam dele. “Temos, por exemplo, filhos de empresários que perderam tudo e também algumas funcionárias do Lar de Santa Maria que ali vão buscar alimentação”, explica aquele responsável.

O rastreio dos utentes é feito em parceria com a Câmara Municipal de Tavira e a sua situação é reavaliada mensalmente para apurar se houve alteração às condições que os levaram a ser encaminhados para aquele apoio.

O Algarve tem, desde julho do ano passado, 35 cantinas sociais, 20 das quais asseguradas por instituições da Igreja Católica, uma iniciativa no âmbito do Programa de Emergência Alimentar do Governo, que constitui uma das medidas do Programa de Emergência Social.

Samuel Mendonça

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