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A iniciativa, participada por 19 elementos da Cáritas Diocesana do Algarve, da Santa Casa da Misericórdia de Faro e das paróquias matriz de Portimão e de São Pedro de Faro, visou a literacia financeira, sobretudo a aprender como gerir o orçamento familiar, como poupar nas despesas da família ou como fazer poupanças.

A formação, orientada por Cátia Cabanita, formadora externa da Deco para a área financeira, incluiu ainda uma abordagem aos produtos financeiros. Os formandos aprenderam ainda quais os produtos de poupança que cada investidor deve adquirir, o que é uma TAEG (Taxa Anual Efetiva Global), uma TAN (Taxa Anual Nominal), uma TAE (Taxa Anual Efetiva) ou uma TAER (Taxa Anual Efetiva Revista).

Sobre o sobreendividamento, aprenderam ainda o significado de insolvência e de casos de penhoras, a nova lei do PARI (Plano de Ação para o Risco de Incumprimento) e do PERCI (Procedimento Extrajudicial de Regularização de Situações de Incumprimento) e o regime extraordinário para o crédito à habitação.

Carlos Oliveira explicou ao Folha do Domingo que esta ação de formação teve como objetivo “encontrar caminhos para evitar o descalabro dos endividamentos e falta de recursos porque as pessoas não podem viver somente de apoios”. “As pessoas também têm de construir meios para sair da crise. Com as ferramentas que aprendemos aqui estamos mais habilitados a conseguir encontrar, com essas pessoas, caminhos para elas saírem da crise”, afirmou o presidente da Cáritas algarvia.

Aquele responsável fez ainda uma avaliação negativa da participação das paróquias algarvias naquela iniciativa. “Termos representadas aqui apenas a Cáritas e três comunidades paroquiais, é muito pouco. Ou as pessoas ainda não estão sensibilizadas ou as pessoas não compreenderam o alcance desta formação”, lamentou.

Esta iniciativa terá continuidade com um segundo encontro, em data a anunciar, destinado às próprias pessoas endividadas.

Samuel Mendonça

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