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No passado mês de setembro foi criada a Cáritas Paroquial de Lagoa.

A tomada de posse da respetiva direção teve lugar na eucaristia do dia 8, dia da festa da padroeira da cidade de Lagoa, e foi conferida pelo cónego Carlos de Aquino, assistente da Cáritas Diocesana do Algarve, em representação do bispo do Algarve.

Foto © Inácio Gravanita/Foto Gravanita

A Cáritas Diocesana do Algarve conta agora com seis representações paroquiais no Algarve nas paróquias de Boliqueime, Cachopo, Lagoa, matriz de Portimão, Nossa Senhora do Amparo de Portimão e São Brás de Alportel.

A Cáritas Paroquial de Lagoa assegura agora o trabalho sóciocaritativo da paróquia, que anteriormente era garantido pela Conferência da Sociedade de São Vicente de Paulo. Ao Folha do Domingo, o pároco explicou que a mudança do organismo que presta em nome da paróquia o apoio social aos mais carenciados foi uma forma de agilizar essa missão.

O padre Nuno Coelho explicou que o motivo da mudança teve sobretudo a ver com a autonomia do organismo paroquial em termos financeiros e patrimoniais. “Quando cheguei à paróquia já os membros da Conferência vicentina manifestavam vontade de encontrar uma outra forma de trabalhar porque a conferência não era autónoma”, conta, acrescentando: “Por exemplo, a carrinha nunca seria nossa. Seria da Conferência de Lagoa, mas se ela terminasse seria do Conselho Nacional”, sustenta, referindo-se ao veículo comercial adquirido pela paróquia com o apoio de 16.500 euros provido pela Câmara Municipal.

A autarquia contribuiu ainda com mais 12.500 euros para a compra de bens alimentares e de primeira necessidade para os beneficiários da Cáritas Paroquial e cedeu também as instalações para a sua sede, ao abrigo de um protocolo estabelecido com a paróquia.

A Cáritas Paroquial de Lagoa, constituída pela maioria dos membros da antiga conferência vicentina, apoia presentemente cerca de 70 famílias por mês, na área das paróquias de Lagoa e do Parchal e também do vicariato paroquial da Mexilhoeira da Carregação.

O presidente da Cáritas Diocesana do Algarve, Carlos Oliveira, explicou ao Folha do Domingo que a missão desta nova delegação paroquial se insere no âmbito da missão daquela instituição da Igreja Católica de “intensificar a presença da ação sóciocaritativa da Igreja do Algarve junto das populações”.

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