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Aquela instituição de solidariedade social emprega 60 funcionários e tem 700 utentes diários, quase 400 dos quais crianças, distribuindo ainda cabazes do Banco Alimentar a cerca de 50 famílias.

Em causa está um processo de penhora instaurado pela empresa de construção Bemposta e decretado pelo Tribunal de Silves em março passado depois de a instituição não ter conseguido pagar uma dívida fixada inicialmente em 478 mil euros.

“Reconhecemos a dívida e decidimos contestar a decisão porque nos preocupa o destino que terão estas crianças caso o processo avance”, disse à Lusa o atual presidente da instituição, José Piasca, no cargo há cerca de um ano.

O projeto de ampliação do edifício, obras orçadas em dois milhões de euros, iniciou-se há cerca de dez anos mas o valor total nunca chegou a ser pago à construtora, explica aquele responsável.

Em 2008 a instituição firmou com a construtora um acordo em que se comprometia a pagar gradualmente a dívida de 478 mil euros ao longo desse ano, o que nunca chegou a acontecer.

A empresa decidiu então instaurar um processo de hipoteca e penhora às instalações da Casa do Povo de Messines, tendo a dívida entretanto aumentado para 555 mil euros em virtude dos juros.

José Piasca discorda que os juros tenham sido aplicados à taxa comercial em vigor uma vez que se trata de uma instituição de solidariedade social.

“Já fizemos um pedido de reequilíbrio financeiro à Segurança Social de Faro”, sublinhou, apelando à intervenção dos organismos estatais e forças vivas da região.

Lusa
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