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Casa Modesta, no Algarve, recebe prémio internacional de arquitetura Architizer A+

O projeto português Casa Modesta, no Algarve, autoria da PAr Plataforma de ARquitetura, foi distinguido pelo júri da plataforma ‘online’ Architizer A+ na categoria de Hotéis, foi anunciado na terça-feira em Nova Iorque, EUA.

Uma residência de estudantes, em Lisboa, construída a partir do edifício da antiga Fábrica de Vidros das Gaivotas, projetada pelo atelier Luís Rebelo de Andrade, foi igualmente distinguida, com o Prémio do Júri e o Prémio do Público (votação ‘online’), na categoria Conceitos-Arquitetura+Renovação (Concepts-Architecture+Renovation).

A extensão do Palácio da Igreja Velha, em Vermoim, Vila Nova de Famalicão, concebida pelo gabinete Visioarq – Arquitetos, venceu por seu lado o prémio do Público, na categoria Pormenores-Arquitetura+Metal (Details-Architecture+Metal).

Este projeto de ampliação, da responsabilidade de Vicente Gouveia, Nuno Poiarez e Pedro Afonso, parte de uma mansão do final do século XIX, de inspiração barroca – o chamado Palácio da Igreja Velha -, para um novo volume edificado, que evoca a estrutura dos tradicionais espigueiros da região norte.

A residência de estudantes, em Lisboa, situada na zona de Santa Catarina, perto do Chiado, recuperou a fachada da fábrica, na rua Fernandes Tomás, assim como a antiga chaminé de tijolo da unidade fabril, e refez o “miolo” do edifício, ao qual juntou um segundo bloco, num jogo de pátios ajardinados, com ligação ao beco do Carrasco.

A Casa Modesta, localizada em Quatrim do Sul, Moncarapacho, é um projeto desenvolvido pela PAr Plataforma de ARquitetura, constituída pelas arquitetas Joana Carmo Simões, Susana dos Santos Rodrigues e Vânia Brito Fernandes, e recupera um edificio antigo.

Na competição, enfrentava os finalistas Yi She Moutain Inn e o Nashare Hotel, na China, o Pumphouse Point, na Austrália, e o Hilton Amsterdam Airport Schiphol, na Holanda.

Aberta em 2015, a pequena unidade hoteleira já venceu na categoria “green practices” dos Condé Nast Johansens Awards.

Entre os projetos finalistas encontravam-se outros portugueses, como a casa do Gerês, da firma Carvalho Araújo, finalista na categoria residencial com menos de 1.000 pés quadrados (cerca de 100 metros quadrados), e a Escola Secundária Luís de Freitas Branco, em Paço de Arcos, autoria da a.s* – atelier de santos, na categoria de escolas primárias e secundárias, mas nenhum dos projetos foi distinguido.

Os prémios são promovidos a nível mundial pelo sítio na internet de divulgação de arquitetura Architizer A+ e apresentam-se como “o maior programa de prémios a celebrar a melhor arquitetura e produtos do ano”, diz que o seu objetivo é criar “um prémio que lembre ao mundo como a arquitetura é importante.”

Os vencedores podem ser distinguidos com dois diferentes galardões – o Prémio do Júri e o Prémio Votação Popular – resultantes das escolhas do público e de um júri, composto por nomes da área da arquitetura e do design, alargado a cerca de 400 profissionais.

Os vencedores vão receber os prémios numa cerimónia que decorrerá em Nova Iorque, em maio, e terão os projetos reunidos em livro, pela editora britânica de artes e design Phaidon.

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