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O comandante da Proteção Civil Municipal de Faro, Vítor Afonso, disse ontem à Lusa que algumas pessoas comunicaram na quarta-feira àquele organismo a existência de possível perigo nas ruas Almeida Garrett e José Estêvão e Travessa da Madalena, devido a várias casas estarem devolutas, ao que ficou decidido colocar sinalização junto aos passeios para avisar os transeuntes.

Catarina Primitivo vive na Rua Almeida Garrett e tem uma casa contígua a uma habitação prestes a ruir e que foi balizada pela Proteção civil.

A moradora adiantou hoje à Lusa que está preocupada com a iminente falha de eletricidade e do risco de assaltos pelo quintal, admitindo escrever uma missiva ao presidente de Câmara de Faro, Macário Correia, a pedir que a autarquia tome providências.

"Alguém tem de tomar uma atitude, pois temos os fios de eletricidade e da TV Cabo ligada à parede da casa em risco de ruir. A casa está por um fio e se eu ficar sem luz, as autoridades têm de resolver a situação, pois tenho comida que pode estragar-se", argumenta a moradora Catarina Primitivo, lembrando que ficará também sem telefone.

A Rua Almeida Garrett fica em plena baixa de Faro e no espaço de 300 metros a Lusa constatou que existem pelos menos seis casas devolutas a conviver ao lado de casas habitadas por famílias e de espaços comerciais.

A Proteção Civil Municipal refere que não pode fazer mais nada do que balizar as casas devolutas.

O presidente da Câmara de Faro declarou à Lusa que a quantidade de casas devolutas em Faro é uma "situação preocupante" e referiu que ainda este ano vai ser criada uma sociedade municipal com o objetivo de recuperar os quarteirões mais antigos da cidade.

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