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EstetoscopioO município de Castro Marim vai levar às aldeias das freguesias de Azinhal e Odeleite uma unidade móvel de saúde, que contará também com um médico, disse à agência Lusa o presidente da autarquia.

A unidade móvel de saúde de Castro Marim “já está a funcionar a título experimental há dois meses e os resultados foram excelentes, porque, além de funcionar com médico e enfermeiro, funciona também com uma assistente social”, afirmou o autarca, Francisco Amaral.

O presidente da Câmara de Castro Marim disse que, nos dois meses de teste, “já foi possível detetar situações impensáveis, de pessoas de que ninguém sabia da existência e que estavam em completo abandono, aos 90 anos” e é “importante sinalizar esses casos”.

Esta é, segundo o autarca, uma valência acrescentada à principal missão da unidade, a de “permitir o acompanhamento médico de uma população maioritariamente envelhecida”, dispersa por aldeias e montes da serra algarvia.

Francisco Amaral explicou que a unidade móvel vai trabalhar no âmbito de um protocolo assinado com a Administração Regional de Saúde do Algarve e vai funcionar “com médico e enfermeiro, em articulação com o centro de saúde, para a chamada consulta de proximidade”.

“Em vez de serem as pessoas a irem ao centro de saúde, é o centro de saúde que vai às pessoas”, afirmou.

O autarca considerou ser “ideal” o médico da unidade pertencer ao centro de saúde de Castro Marim, “porque pode passar receitas e pedir exames complementares de diagnóstico, precisamente como se estivesse no centro de saúde”.

A unidade móvel irá percorrer todas as povoações de Azinhal e de Odeleite de dois em dois meses, mas o autarca afastou liminarmente a ideia de a medida se tratar de uma compensação pelo encerramento das extensões de saúde nessas duas freguesias, em outubro passado.

“Não, não! Não tem nada a ver uma coisa com a outra. Vamos continuar a lutar para que reabram as extensões de saúde de Azinhal e de Odeleite. A do Azinhal está mais facilitada porque as obras [que são necessárias fazer] são pequenas. Já as obras de Odeleite são mais complicadas”, respondeu o autarca, quando questionado sobra uma possível compensação.

O presidente da Administração Regional de Saúde (ARS), João Moura Reis, disse que o protocolo hoje assinado com a autarquia estabelece o compromisso de “ceder médicos para colmatar a falta de assistência médica” à população e “levar a prestação dos cuidados de saúde primários até à casa das pessoas”.

“É fundamental tomarmos decisões que não só têm valor hoje, mas que também prevalecem amanhã, para as futuras gerações, também na área da Saúde. As autarquias têm aqui um papel fundamental de complementaridade para se chegar ainda mais próximo dos cidadãos”, afirmou o presidente da ARS do Algarve.

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