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Em documento enviado ao Governo, os democratas cristãos questionam porque razão se mantém ainda encerrado o Matadouro Regional do Algarve, em Loulé, o que obriga os criadores de gado a deslocar-se a Beja ou ao Montijo.

O matadouro regional do Algarve abriu na década de 1990, depois de terem sido encerrados na região todos os outros pequenos matadouros existentes, mas em julho de 2007 a ASAE mandou encerrá-lo por falta condições de higiene, entre outras razões.

Desde essa altura que os criadores de gado algarvios são obrigados a deslocar-se a Beja ou ao Montijo para abater os animais, percorrendo milhares de quilómetros por mês o que, segundo os deputados do CDS, se reflete depois no preço final da carne.

“Todas as semanas são percorridos dezenas de milhares de quilómetros num custo enorme, inútil e estúpido, com um desperdício tremendo e desnecessário de recursos preciosos”, dizem os parlamentares.

Para os deputados, além dos custos energéticos derivados das deslocações, a situação é ainda mais gritante quando a região do Algarve é aquela que “sistematicamente tem registado os maiores índices na taxa de desemprego”.

Por isso, o CDS questiona o Ministério da Agricultura para quando estará prevista a reabertura do matadouro e se o ministério tem acompanhado a situação ou se tomou medidas para impulsionar a reabertura daquela estrutura.

Lusa

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