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Ambos com a felicidade e o entusiasmo no rosto adiantaram à Folha do Domingo que depois «do serviço à palavra» mais presente desde o ministério de leitor se vão «centrar, agora, e de uma forma mais intensa no sacramento da Eucaristia». Esta instituição, para Nélson Rodrigues, foi a «confirmação de uma vocação para o serviço». É através dela que é tomada «a consciência de entregar tudo à Diocese» tanto «nas orações, como na Eucaristia», acrescenta. Para Jesus Ejocha este momento representa «um passo muito importante» por ser «um acercamento à Eucaristia e ao Mistério Pascal, onde entregamos o nosso coração, o que somos e onde nos aproximamos ao coração de Jesus. Mais que uma festa», este dia, «é um compromisso de serviço, de entrega, de amor e de partilha da minha vida com os meus irmãos cristãos, com os filhos de Deus. Jesus Ejocha concluiu dando «graças a Deus», por o «ter chamado», por lhe «conceder a vida» e por o «chamar filho».

Esta instituição também assumiu particular significado por se realizar no dia da solenidade de S. Vicente, padroeiro da Diocese do Algarve. D. Manuel Quintas enalteceu o martírio deste diácono como «testemunho», dando-lhe uma «dimensão do serviço. É importante que aquilo que distingue a Igreja seja uma especial habilitação para o serviço», mais do que a dignidade» porque «a nossa dignidade é acreditarmos em Cristo. Tudo o resto é serviço do bem comum», acrescenta. «É Ele que nos conforta nos momentos de tribulação» e é pela «força que vem da palavra e da Eucaristia» como «um fogo incandescente que não se consome, que somos aconchegados à volta do altar». Dirigindo-se aos instituídos, alertou que a partir de agora «devem centrar a sua ação na Eucaristia procurando vê-la como uma escola de vida. De forma que a força que emana dela seja serviço para os outros».

O prior de Monchique, padre José Águas, no final da celebração, entusiasticamente, referiu a alegria que sentia em acolher uma celebração com este significado na sua paróquia. E, tomando S. Vicente como exemplo a seguir, concluiu que o mais importante «é entregar-se a Cristo» e que é tudo «uma questão de Amor».

O ato da instituição foi, simbolicamente, assinalado com a entrega da patena (recipiente sagrado no qual se depositam as hóstias consagradas) e do cálice (recipiente sagrado no qual se deposita o vinho consagrado), por parte do Bispo, respetivamente, ao Jesus Ejocha e ao Nélson Rodrigues, com a missão de servir dignamente a mesa de Deus e da Igreja.

Lúcia Costa

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