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O Centro Paroquial de Cachopo foi uma das duas instituições algarvias que viram aprovadas as suas candidaturas ao projeto da Fundação Gulbenkian que visa reforçar a sua capacidade de resposta na assistência à população idosa em tempos de pandemia.

Tal como a Santa Casa da Misericórdia de São Brás de Alportel, a instituição da paróquia de Cachopo foi uma das 69 organizações da sociedade civil – desde IPSS a associações, delegações locais de organizações nacionais como a Cruz Vermelha Portuguesa e a Cáritas – escolhidas em todo o país como beneficiárias da iniciativa ‘Gulbenkian Cuida’. Esta, desenhada em parceria com o Instituto de Segurança Social, quer satisfazer as principais necessidades, melhorar o bem-estar e atenuar o isolamento dos idosos de todo o país.

A candidatura do Centro Paroquial de Cachopo, intitulada “Isolado… mas acompanhado”, tem por objetivo o apoio à “população isolada geograficamente”, “sem suporte familiar” e “redes de vizinhança em idade de vida ativa”.

Ao Folha do Domingo, o presidente do Centro Paroquial de Cachopo explicou que a candidatura da instituição à ‘Gulbenkian Cuida’ visa “diminuir o isolamento e implementar medidas, numa lógica de itinerância, oferecendo aos idosos, dispersos por 21 dos cerca de 40 montes da freguesia, serviços “administrativos, de enfermagem, fisioterapia e educação física”, bem como de “intervenção social e animação” no domicílio e no lugar de residência. “Pretende-se despistar em tempo útil, perturbações e carências”, acrescentou ainda o diácono Albino Martins sobre o serviço de apoio domiciliário que já prestam e que irão incrementar.

A instituição estima que o número de pessoas abrangidas pelo projeto seja de 50 utentes daquele serviço e de mais 15 não utentes. Para isso, o Centro Paroquial de Cachopo irá contar com uma equipa constituída por um administrativo, um motorista, um enfermeiro, um fisioterapeuta, um animador sócio-cultural e por dois voluntários. Será ainda contratado um técnico da área social.

A iniciativa ‘Gulbenkian Cuida’ insere-se no quadro do Fundo de Emergência Covid-19, um fundo de cinco milhões de euros criado pela Fundação Gulbenkian e aberto a outras entidades, com o intuito de reforçar a resiliência da sociedade portuguesa em tempos de pandemia. Este Fundo tem projetos de apoio nas áreas da Saúde, da Ciência, Sociedade Civil, Educação e Cultura.

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