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Aquele responsável pela instituição explica ao Folha do Domingo que, nos últimos meses, a lista de espera passou de 250 casos para apenas 50. “Por causa das dificuldades económicas, as famílias deixam de poder colocar aqui os seus idosos e muitas, estando em casa em situação de desemprego, recebem elas o Complemento Solidário, o que é uma ajuda”, testemunha o sacerdote, justificando a origem do fenómeno.

O valor médio mensal recebido por cada beneficiário do Complemento Solidário para Idosos é de 110 euros. Aquele apoio da Segurança Social é uma prestação mensal monetária complementar à pensão que o idoso (a partir dos 65 anos) já recebe e destina-se a pessoas com baixos recursos.

O padre Flávio Martins refere ainda que a PSP e GNR já manifestaram vontade de estreitar a colaboração com a instituição com vista à otimização da informação em caso detenção de idosos em situação de risco.

O sacerdote acrescenta ainda que o desemprego está também a ter impacto direto nas creches. “Neste momento há famílias que estão desempregadas e que não põem as crianças na creche”, garante.

O Algarve é frequentemente apontado como a região com mais alta taxa de desemprego do país, um valor que ronda os 20 por cento.

Samuel Mendonça

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