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Padre Miguel Neto foi hoje nomeado responsável pela Obra Nacional da Pastoral do Turismo pela Conferência Episcopal Portuguesa

O diretor da Obra Nacional da Pastoral do Turismo (ONPT), hoje nomeado pela Conferência Episcopal Portuguesa, afirmou que este setor é “prioritário” para a Igreja Católica, apostada em ajudar a “alavancar” uma dimensão da economia afetada pela pandemia.
“Em primeiro lugar temos de tentar ajuda o turismo a ressurgir da pandemia e das dificuldades económicas”, disse o padre Miguel Neto à Agência ECCLESIA no contexto da nomeação hoje divulgada.
O novo diretor da ONPT disse que o serviço da Conferência Episcopal Portuguesa que agora coordena vai “tentar potenciar” as riquezas do turismo, nomeadamente o religioso, e “dar um caris cristão à capacidade de acolhimento do povo português”.
“Há de haver alguma coisa em que possamos contribuir e trabalhar”, disse o padre Miguel Neto, acrescentando que deseja “perceber o que é que ONPT pode fazer, enquanto organismo da CEP” para ajudar a Igreja a participar da solução para alavancar o turismo e para o futuro”, afirmou.
O diretor da ONPT lembrou que não depende do serviço da CEP “resolver o problema da pandemia”, mas quer “ser parte da solução e não parte da inércia e da indiferença”.
O padre Miguel Neto valorizou as “palavras de esperança” que se possam expressar, referindo que “algum contributo” deve ser dado pela ONPT.
“Cabe à Igreja dizer uma apalavra de esperança, sem viver num mundo distante das necessidades das pessoas”, sublinhou.
Para o padre Miguel Neto, o setor do turismo é “prioritário” para a Igreja Católica em Portugal por causa do número crescente de turistas e também por causa dos profissionais do setor, um dos que “dá mais trabalho, mais riqueza e mais sustento à população portuguesa”.
“Este setor é fulcral”, disse o novo diretor da ONPT, remetendo para as consequências económicas da pandemia no turismo para comprovar a sua importância.
“A Igreja tem de dar uma palavra às pessoas que perderam o seu trabalho devido à pandemia e ficaram sem emprego na hotelaria, tem de dar uma palavra aos empresários que viram os seus negócios ruir e as suas vidas voltadas 180 graus e sua sustentabilidade perdida”, afirmou.
O padre Miguel Neto lembrou que há empresários a “viver uma vida de carenciados” e alertou para a necessidade de dar atenção também aos “grandes empresários porque eram geradores de emprego, de movimentos económicos”.
“A Igreja tem de olhar para o setor do turismo com um olhar global de todos aqueles que estão preocupados em reanimar a economia, reanimar o ciclo do turismo, quer seja produtivo, do visitante, como daqueles que trabalham, geram riqueza, dos peregrinos, de todos”, disse.
O padre Miguel Neto é sacerdote da Diocese do Algarve desde 2008, onde iniciou a coordenação do serviço diocesano da Pastoral do Turismo há 10 anos; em 2012 integrou a direção da ONPT, criada nesse ano e dirigida pelo padre Carlos Godinho até à atualidade.
O novo diretor pela Obra Nacional da Pastoral do Turismo manifestou “apreço” pelo trabalho realizado pelo anterior responsável por este setor, referindo que a equipa que está a constituir para o mandato que agora inicia vai fazer um “trabalho de continuidade” em relação à anterior.
A Conferência Episcopal Portuguesa terminou hoje a 200ª Assembleia Plenária, em Fátima.

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