Pub

Em declarações à Lusa, Macário Correia diz que as reduções serão aplicadas aos consumidores que menos gastam e que representam cerca de 40 por cento do universo de clientes da Fagar, empresa responsável pela gestão da água e resíduos.

Os principais beneficiados serão os consumidores mais carenciados, pensionistas, reformados ou famílias numerosas, acrescenta, sublinhando que as reduções deverão ser em média de cinco a dez euros por mês.

Como exemplo, Macário Correia refere que um consumidor doméstico que consuma até 6 metros cúbicos de água por mês paga menos 15 por cento, redução que será também aplicada às famílias numerosas que consumam até 19 metros cúbicos.

O presidente da autarquia refere que as reduções serão também aplicadas à generalidade das Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) e titulares de estabelecimentos comerciais.

Em contrapartida, os mil consumidores com mais elevados volumes de faturação verão a fatura mensal sofrer “ligeiros aumentos” no tarifário da água para 2011, uma maneira de evitar o desperdício de água, diz o líder da autarquia.

Macário Correia aponta como exemplos os consumos que não são de primeira necessidade – como o uso de água para as piscinas, lavagem de carros ou rega de jardins -, e que serão por isso penalizados.

“Trata-se no fundo de implementar uma política de coesão social: quem tem muitos rendimentos acaba por dar um contributo para aqueles que têm mais dificuldades”, resume.

O autarca ressalva que só nos consumos “extremamente elevados” é que os aumentos serão “significativos”, sofrendo os consumos domésticos superiores a 26 metros cúbicos por mês aumentos superiores a 15 por cento.

Lusa

Pub