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Cerca de 4.000 figuras compõem presépio de Vila Real de Santo António

Presepio_gigante_vrsaCerca de 4.000 figuras, 18 toneladas de areia, duas de cortiça e 2,5 de pó de pedra, distribuídas por 200 metros quadrados, foram utilizadas na construção do presépio de Vila Real de Santo António, que inaugurado na última sexta-feira.

Augusto Rosa é, juntamente com a mulher, Teresa Marques, o responsável pela construção e disse à agência Lusa que deu “muito trabalho, demorou 40 dias, a 12 horas por dia”, a edificar as várias cenas que o compõem, apontando como exemplo “uma pequena aldeia”, que ocupa “dois ou três metros quadrados”, e “demorou três dias a fazer, com cinco pessoas”.

Augusto Rosa, que monta toda a parte visível com a mulher, adiantou que “as principais novidades” são as cenas de uma pequena aldeia, de um deserto e de um olival e, apesar de todo o trabalho, o dia da inauguração marca o ponto de inversão em que tudo se torna “gratificante”.

“Essa é a parte mais gratificante para nós. Os portugueses gostam muito, mas nós temos muitos visitantes espanhóis, que vêm todos os anos de propósito para visitar o presépio e ver as diferenças. Eles apreciam muito os presépios e para nós é gratificante saírem contentes daqui e virem falar connosco a dizer que gostaram muito”, disse.

Questionado sobre o que dá mais trabalho, Augusto Rosa respondeu que são os lagos, porque “se houver alguma falha está tudo estragado e tem que ser feito com mais cuidado”.

“E é uma das coisas que as pessoas mais gostam, porque tem também o barulho da água. Temos um lago com uma queda de água, que no ano passado já tinha sido feito mas este ano foi muito melhorado e é também uma das novidades”, precisou.

O presépio pode ser visto no centro cultural António Aleixo, em Vila Real de Santo António, até 06 de janeiro, depois de ter sido inaugurado juntamente com a Aldeia de Natal, situada na Praça Marquês de Pombal e que inclui diversões para as crianças, como uma pista de patinagem no gelo, e quiosques com comércio local.

A vice-presidente da Câmara algarvia, Conceição Cabrita, explicou à Lusa que a Aldeia de Natal “não é mais do que uma iniciativa para, novamente, continuar a promover o comércio nesta altura tão crítica” de crise económica.

Além de procurar atrair o turismo, sobretudo o espanhol, a aldeia proporciona também às crianças “momento de diversão diferentes”, considerou.

Sobre o presépio, cuja entrada custa 50 cêntimos, Conceição Cabrita disse ser “um valor mínimo” e explicou que, “após ser retirado o valor gasto nas despesas” feitas com o presépio, “o restante montante é entregue a uma associação” de solidariedade social e este ano a escolhida foi o Centro de Acolhimento Temporário Gente Pequena, da Santa Casa da Misericórdia” de Vila Real de Santo António.

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