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Em Vilamoura, cerca do meio-dia, apenas meia dúzia de turistas estrangeiros se encontrava na praia e suportava o céu cinzento e os 17 graus centígrados que se faziam sentir, mas sempre com alguma roupa, como no caso da inglesa Anne Ferguson que disse estar só a ouvir o mar e a descansar um pouco.

"Na semana passada é que esteve bom tempo, com muito sol e calor, e deu para fazer praia", afirmou a jovem de 23 anos à Lusa, frisando que o namorado, com quem está a passar 15 dias de férias no Algarve, preferiu ficar no hotel.

A situação meteorológica adversa também veio prejudicar o negócio aos restaurantes e apoios de praia, que à hora de almoço estavam praticamente vazios, mesmo no “calçadão” de Quarteira, onde muitos visitantes nacionais aproveitavam os intervalos entre aguaceiros e os escassos raios de sol para passear junto ao areal.

Um trabalhador de um dos muitos restaurantes existentes junto à praia de Quarteira explicou à Lusa que, "apesar de ainda haver algumas pessoas no calçadão, o movimento e o negócio têm sido muito fracos durante esta semana, devido em parte ao mau tempo e em outra à crise".

"Mesmo com mau tempo, as pessoas precisam de comer, mas não têm ficado por aqui. Preferem ir para os centros comerciais da Guia ou de Faro ou para restaurantes mais no centro das cidades", considerou.

Entre esse visitantes que passeavam com a família junto à praia de Quarteira estava Eduardo Gomes, de Braga, que tirou uma semana de férias no Algarve a contar com bom tempo e praia.

"É preciso ter azar! Na semana passada, quando estava a trabalhar, houve calor até no norte. Agora que estamos de férias no Algarve, está este tempo péssimo", disse Eduardo Gomes.

Este empresário disse que "há pouco que se possa fazer quanto a isso, porque ainda não se pode mudar o tempo, e apenas resta aproveitar os próximos dias de férias da melhor forma possível e procurar um bom restaurante fora da praia para comer".

Folha do Domingo/Lusa
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