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A chuva já tinha obrigado a terminar o cortejo de domingo antes da hora prevista, mas mesmo debaixo de frio e de um céu carregado de nuvens estiveram no recinto cerca de 30 mil pessoas, disse Júlio Guerreiro.

O desfile de domingo acabaria apenas por durar cerca de uma hora e meia – metade do tempo previsto -, levando algumas pessoas a reclamar junto da organização o dinheiro do bilhete, no valor de dois euros.

Contudo, os pedidos de devolução das entradas são desvalorizados por Júlio Guerreiro, que diz que foram apenas "meia dúzia de pessoas", o que, diz, "não tem qualquer expressão", até porque o valor da entrada é residual.

Considerando que o total de 30 mil pessoas foi um número "excecional" para o primeiro dia, o "homem forte" do Carnaval de Loulé lamenta que hoje o corso tenha sido cancelado, mas desabafa que nestas condições teria sido "impossível".

Apesar do cancelamento do corso, está prevista para hoje à noite a realização do baile de gala de Carnaval, que arranca às 22:00 no Palácio do NERA, na Zona Industrial da cidade e que permitirá aos foliões divertir-se pela noite dentro.

O Carnaval de Loulé, um dos mais antigos do País, com corso organizado há 104 anos, tem este ano como "rainha" a propalada "crise", mas é o "Mundo do Espectáculo" que dá o mote à decoração dos carros.

Sem estrelas da televisão ou da moda a entronar a festa, este ano a organização do Carnaval de Loulé apostou na "prata da casa" e convidou membros de associações locais a desfilar os seus fatos e exibir as suas coreografias.

Com um orçamento de 400 mil euros, o Carnaval de Loulé envolve cerca de 150 pessoas na decoração dos carros alegóricos e mais de 700 no programa de animação, entre figurantes, músicos e animadores.

Se o clima ajudar, terça feira os carros alegóricos voltam a encher a principal artéria da cidade de música e cor, sob o olhar atento dos moradores e dos foliões que quiserem divertir-se no recinto.

Lusa

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