Pub

João Vasconcelos, professor no Algarve, Regina Casimiro, engenheira em Loulé, Albano Torres, reformado, Duarte Santos, técnico de biblioteca em Albufeira, Richard Farr, vendedor, José Ramos, vendedor de combustíveis, e Nuno Vianda, designer em Tavira, são alguns dos cidadãos que formaram hoje o núcleo inicial da Comissão de utentes da Via Infante (A22), cujo objetivo é lutar contra as portagens naquela estrada.

“Em primeiro lugar, vamos pedir reuniões com o Governo, as forças políticas da região e as associações empresariais. Depois, marcaremos uma nova reunião para dar conta das iniciativas futuras”, declarou João Vasconcelos, um dos mentores do grupo de cidadãos algarvios que criou a comissão.

Criar um sítio na Internet para a comissão de utentes, convidar as associações humanitárias de bombeiros que transportam doentes na Via Infante e os taxistas para integrarem a comissão ou ouvir as preocupações dos professores que dão aulas em várias escolas da região são outras metas que o organismo decidiu hoje levar a cabo.

Um dos elementos da comissão, José Ramos, disse que aderiu à “luta contra as portagens”, porque pressente estar “a voltar ao passado”, em que a Estrada Nacional (EN) 125 era uma “via de engarrafamentos e mortes”.

“Sinto que estamos a voltar ao passado. Assisti a muitas mortes na EN 125, a muitos engarrafamentos, e estou revoltado com esta decisão do Governo e é por isso que estou aqui hoje a aderir a este movimento”, declarou aos jornalistas.

O Governo aprovou recentemente uma resolução que fixa a cobrança de portagens nas autoestradas sem custos para o utilizador (SCUT) no Interior Norte, na Beira Interior, Litoral e Alta e no Algarve, conhecida como a Via do Infante, até 15 de abril de 2011.

A constituição da comissão independente pretende ser heterogénea e o mais alargada possível a toda a sociedade, desde que o “objetivo seja lutar contra as portagens no Algarve, porque é uma decisão injusta”, explicou João Vasconcelos.

Mais de 12 mil pessoas registaram-se, nos últimos dias, na rede social Facebook, num grupo denominado “Não queremos portagens na A22 Via do Infante”, que tinha hoje 12 232 membros inscritos.

Lusa

Pub