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© Samuel Mendonça
© Samuel Mendonça

O combate à sazonalidade no Algarve e o turismo residencial vão estar em debate em Vilamoura, na sexta-feira, na II Cimeira do Turismo, que contará com centenas de participantes, disse à Lusa o presidente da confederação do setor.

O presidente da Confederação do Turismo Português (CTP), Francisco Calheiros, referiu que o Algarve foi escolhido como tema e local da II Cimeira do Turismo para promover um debate abrangente sobre o futuro da principal região turística do país, que funciona como “barómetro” do setor.

O ministro da Economia, António Pires de Lima, estará presente na sessão de abertura da cimeira – que conta também com oradores internacionais como Steve Forbes, editor-chefe da Forbes Media e Michael Frenzel, presidente do World Travel & Tourism Council -, que será encerrada pelo primeiro ministro, Pedro Passos Coelho.

Segundo Francisco Calheiros, “se o Algarve estiver bem, todos beneficiam”, razão pela qual é necessário combater a sazonalidade e promover o turismo residencial numa região com “todas as condições para se evidenciar, a nível mundial”, neste segmento e que integra, atualmente, o ‘Top 10’ dos destinos mundiais mais procurados para compra de casa no estrangeiro.

“Também é preciso que haja uma aposta séria da parte das entidades públicas e privadas na promoção desse segmento [turismo residencial] de negócio, principalmente junto de novos mercados, como é o caso da Rússia, Índia, China e Brasil, que, pela capacidade financeira que detêm, se podem constituir como importantes clientes”, sublinhou.

O presidente da CTP mostrou-se ainda preocupado com o encerramento de muitas unidades hoteleiras algarvias durante o Inverno, mas frisou que, apesar do ciclo económico estar baixa, acredita no futuro do Algarve.

“No Turismo jogamos na ‘champions league’ e competimos com os melhores do mundo. Quantas outras atividades económicas podem afirmar o mesmo em Portugal? Se reforçarmos o papel do turismo residencial no Algarve estaremos a contribuir para reforçar o nosso papel enquanto setor com forte preponderância na recuperação económica do país”, concluiu.

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