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As cinco crianças tinham idades entre os três e os nove anos e em duas das situações os adultos que as acompanhavam conseguiram reverter a situação através de manobras de Suporte Básico de Vida.

Os dados foram revelados hoje em conferência de imprensa no Hospital de Faro, na qual foi também feito um balanço do curso de Suporte Básico de Vida Pediátrico para pais no qual participaram 162 adultos ao longo dos meses de julho e agosto.

Em 2009 tinham morrido no Algarve duas crianças por afogamento e tinham sido registados 13 episódios de risco de afogamento, na maioria dos casos em piscinas particulares.

De acordo com o enfermeiro José Neutel, na última situação de afogamento registada no Algarve, a mãe conseguiu reverter uma situação de paragem cardiorrespiratória, tendo a criança chegado “estável” e praticamente “sem sequelas” ao hospital.

De acordo com aquele profissional, quanto mais tempo passar entre a asfixia ou apneia da criança e as manobras de reanimação maior é o risco que as crianças correm, pelo que imediatamente a seguir ao acidente devem tomar-se medidas.

O enfermeiro aproveitou ainda para lembrar que uma criança com menos de um ano pode afogar-se numa banheira “com quatro dedos de água”, pelo que os pais devem estar sempre vigilantes.

Já nas piscinas, onde ocorrem a maior parte dos acidentes, os pais devem optar por vedá-las, impedindo o acesso das crianças. E tanto nas piscinas como no mar, as crianças devem usar boias e coletes.

Uma das mães que participaram no primeiro curso de Suporte Básico de Vida Pediátrico para pais realizado no Algarve afirmou aos jornalistas que os conhecimentos que adquiriu foram “úteis” e a levaram a ficar “mais atenta” aos filhos de três e dez anos.

Elisabete Dias decidiu fazer o curso depois de o filho de um amigo ter morrido afogado numa piscina este ano.

O curso resultou de uma parceria entre o Hospital de Faro e a secção regional do Sul da Ordem dos Enfermeiros e realizou-se aos sábados durante nove fins de semana. Participaram 162 adultos do Algarve, Alentejo, Lisboa e Porto.

Segundo a enfermeira diretora do Hospital de Faro, Filomena Martins, os cursos deverão continuar, face às inúmeras solicitações de pais, professores e educadores de infância.

Lusa

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