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O carro, que deverá começar a ser comercializado a partir de janeiro, destina-se sobretudo a trajetos curtos na cidade uma vez que a sua autonomia é de 150 quilómetros, disse à Lusa Miguel Sá da Bandeira, da Citröen Portugal.

Até sexta feira o carro poderá ser testado pelos participantes no seminário, que decorre num hotel em Albufeira sob o tema "A cidade possível", e que congrega especialistas portugueses e espanhóis.

Para recarregar por completo a bateria do C-Zero são necessárias seis horas, contudo existem formas de recarregamento mais rápido, explicou aquele responsável aos jornalistas à margem do seminário que decorre num hotel em Albufeira.

O automóvel, cuja velocidade máxima é de 130 quilómetros por hora, custa 36 mil euros e o recarregamento de bateria deverá rondar cerca de 1,20 euros para uma autonomia de 100 quilómetros, acrescentou.

Para Miguel Sá da Bandeira, não se deve olhar para o carro em função do seu preço, já que o mesmo deve ser encarado como um “produto financeiro” que prescinde totalmente de combustíveis fósseis.

Com capacidade para quatro pessoas, os potenciais clientes do novo C-Zero serão, numa primeira fase, sobretudo serviços públicos ou empresas, sendo que o carro poderá ser testado pelo público a partir de janeiro.

Apesar de a bateria poder ser recarregada em casa num tomada normal, está a ser montada no País uma rede de pontos de recarregamento na via pública que já está a ser testada pela EDP mas que ainda não está aberta ao público.

Segundo Rui Marques, da EDP Inovação, existem atualmente 40 pontos da rede em Lisboa e mais 25 municípios, estimando-se que até ao verão de 2011 existam em Portugal 1300 pontos de recarregamento lento e 50 de recarregamento rápido.

Metade das estruturas (vinte) estão na zona de Lisboa, disse o mesmo responsável, acrescentando que existem também locais gratuitos de recarregamento em parques de estacionamento de algumas superfícies comerciais.

O custo do recarregamento na rede instalada na via pública ainda não foi definido, sublinhou, lembrando que o uso de carros elétricos pode ajudar a reduxir a fatura energética portuguesa que atualmente se cifra nos 6 mil milhões de euros.

Lusa

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