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Claudine Pinheiro voltou ao Algarve para um concerto de oração em Faro

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Claudine Pinheiro regressou no passado sábado à noite ao Algarve para um concerto de oração que teve lugar na igreja de São Pedro de Faro, mas não trouxe David Neutel para a acompanhar, conforme tinha sido anunciado. O músico – que a tal como a cantora, é uma das referências do panorama musical cristão nacional – não pôde estar presente por motivos pessoais.

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A paróquia de São Pedro de Faro convidou a cantora para vir ajudar a celebrar a passagem de ano litúrgico, que na Igreja Católica se assinala com a solenidade de Cristo-Rei ocorrida no passado domingo. O pároco, cónego Carlos César Chantre, explicou que a iniciativa visava assinalar “com alegria” o final do ano litúrgico na preparação da festa de Cristo-Rei.

Claudine referiu-se, por isso, ao seu concerto como um “momento de oração” do que considerou ser um “reveillon espiritual” no “inaugurar de um novo ano”. “Que seja, de facto, um novo ano litúrgico, mas um novo ano na nossa vida. Que Jesus Cristo venha para reinar”, desejou.

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A cantora de voz cristalina, melodias simples, letras e interpretações intimistas que procuram conduzir quem as ouve à reflexão e oração, começou por explicar que iria estar “a rezar e a cantar” com a assembleia que encheu por completo a igreja matriz de Faro.

Claudine cantou 10 temas do seu último álbum – “Até quando?” –, editado em 2015. “Todas as músicas são inspiradas na Bíblia e procuram sintonizar-nos com a palavra de Deus, com alegria, mas também em clima de recolhimento”, explicou a cantora, natural do Porto, que interpretou ainda uma canção do seu primeiro CD – “Água Viva” –, editado em 2004 e reeditado um ano depois com músicas da irmã Glenda, religiosa chilena.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo
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O alinhamento musical teve início com “Cada manhã, Senhor” (Is 50, 4-5), seguindo-se “Tu de novo”, “Até Quando?” (Sl 13), “O que queres que eu te faça?”, “Miserere” (Sl 50), “Eu queria ser como tu” (LC 6, 20-26), “Fica, Senhor”, “Pensamento do Senhor” e “Transformai-vos” (Rm 12). Para a acompanhar no tema “Tu és a água viva”, do álbum “Água Viva”, cujo refrão a assembleia entoou de cor, chamou o guitarrista Bruno Castro, da paróquia de Quelfes, protagonizando um dos momentos marcantes da noite de oração cantada.

A cantora terminou com “Porque te ris?” (Gn 18, 13) e, ao encore pedido pelos presentes, respondeu com “Jesus, conta comigo”, uma canção inspirada na oração da noite que foi fazendo com o filho ao longo dos seus primeiros anos.

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Ao longo da noite, Claudine foi deixando desafios entre as canções, tendo começado por dizer que “quem quer servir a Deus, quem quer que Ele seja o rei da sua vida, tem que estar atento à sua palavra”. “Que as músicas nos ajudem também a dar a volta para que também nós fiquemos a jeito de nascermos com o Menino que se faz presente na nossa vida”, acrescentou.

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“Tem piedade de mim, converte o meu coração, cria em mim um coração puro, capaz de dizer sim à tua vontade, capaz de reconhecer que, efetivamente, tu és o Rei; que é o teu amor que comanda a nossa vida, que os nossos gestos são, cada vez, mais parecidos com os teus, que as nossas palavras são, cada vez, mais parecidas com as tuas, que eu sou a tua cara chapada, que eu sou como tu”, rezou, acrescentando: “para sermos, cada vez mais, a cara chapada de Jesus temos de lhe pedir que não saia do nosso lado”. “Fica sempre de mão dada comigo, Jesus, para que eu seja como tu nos momentos de maior tempestade, de maior solidão”, continuou.

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“Se Jesus foi capaz de fazer tantos milagres na vida daqueles que se cruzaram com Ele, que milagres poderá Ele fazer na nossa vida?”, interrogou. “Às vezes, custa a acreditar nesta proposta de verdade e de amor que Jesus nos faz, nesta proposta em que a lei mais importante é a lei do amor”, reconheceu, acrescentando o que é preciso fazer. “É preciso que nos transformemos. E como é que eu posso transformar a minha vida à vontade de Cristo-Rei? É simples!”, disse, remetendo a resposta para a letra do tema “Transformai-vos”. “É deixar que seja Deus a comandar a nossa vida. Se a palavra de Deus nos inundar, toda a nossa vida se transformará”, observou no final da canção.

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“E perante este amor gratuito, este Rei que vem para nos reinar com as leis do amor, que vem para ser justo, como é possível que, às vezes, nos pareça uma boa nova difícil de acreditar? Como é possível, às vezes, negarmos esta aliança que Jesus nos propõe? Como é possível negarmos esta grande festa, esta mudança da vida que faz com que nos transformemos e que sejamos «leite» e «mel» para quem convive connosco?”, questionou, considerando que a recusa “até dá vontade de rir”. “Perante um amor tão grande, nós viramos as costas. Até dá vontade de rir porque nós não acreditamos que acreditamos no Deus dos impossíveis, que o nosso Deus nos é sempre fiel, na alegria, na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida”, complementou, lembrando que “Deus cumpre sempre aquilo que promete”.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo
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Vídeo do concerto

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