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A edilidade diz que, findo o período de auscultação, pretendia-se que a decisão a tomar “fosse a que interpretasse o sentido das populações e estivesse ancorada em apreciações técnicas avalizadas por instituições prestigiadas e tecnicamente competentes”.

“A origem desta suspensão dos trabalhos resultou do entendimento que estas decisões não deveriam ser tomadas de ânimo leve, de modo arbitrário e sem que se procedesse a uma ampla discussão, face à importância de zelar pelo espólio patrimonial do Largo da Sé e valorizar as referências históricas que são um marco identitário da cidade”, frisa.

A Câmara informa então agora que as entidades auscultadas, “na sua esmagadora maioria, exprimiram discordância quanto ao projecto, designadamente no excesso de iluminação e inadequabilidade da altura das colunas”. “Consideram ainda, por outro lado, que o espírito e equilíbrio do espaço corre sérios riscos com a implementação deste projecto”, acrescenta.

Face ao exposto, “fica comprovada a pertinência da decisão de suspensão dos trabalhos por parte da autarquia em defesa da preservação dos valores identitários, históricos e patrimoniais do Largo da Sé, que se viam ameaçados por esta intervenção”, considera a autarquia, adiantando que decidiu “diligenciar no sentido da preparação de um projecto alternativo consentâneo com as preocupações vertidas pelas entidades que emitiram parecer, assinalando o seu compromisso de cuidar da dignidade do local e intervir da forma mais expedita possível”.

As entidades a quem foi pedido um parecer sobre a obra foi a Ordem dos Arquitectos, a Ordem dos Engenheiros, a Associação Portuguesa de Arquitectos Paisagistas, a Entidade Regional de Turismo, a Diocese do Algarve, a Universidade do Algarve, a Direcção Regional de Cultura e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve.

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