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A reorganização do posto de comando passa por constituir dois postos móveis no terreno, em Tavira, onde já existe um primeiro posto, e em São Brás de Alportel, explicou hoje à tarde o responsável.

O incêndio está a evoluir em duas frentes e a que mais preocupa os bombeiros é a frente oeste, que progride "com grande intensidade" na zona de Javali, concelho de São Brás de Alportel.

As frentes sul e leste, em Tavira, são as que inspiram menos cuidados, estando uma a evoluir "favoravelmente ao combate" e outra já dominada, acrescentou José Ribeiro.

"É na zona que nos causa mais preocupação que estamos a exercer um maior esforço, quer com meios terrestre, como aéreos, para tentar segurar o incêndio ali naquela zona", afirmou.

Segundo o comandante, o incêndio alastrou rapidamente porque aquela área tem uma dimensão muito extensa, os acessos são difíceis devido ao terreno acidentado e as povoações estão dispersas.

Além disso, as condições meteorológicas também têm ajudado à propagação das chamas: ventos fortes acima dos 30 quilómetros por hora, humidades relativas abaixo dos 30 por cento e temperaturas, em alguns casos, a rondar os 40 graus, acrescentou.

Durante a madrugada, o combate foi reforçado por elementos de Leiria, Aveiro, Porto, quando já tinha antes recebido grupode de reforço de Lisboa e Setúbal, e por pelotões de militares.

Nas últimas horas, o combate ao incêndio foi reforçado com um avião ‘Canadair’ espanhol e um avião pesado anfíbio.

O fogo que deflagrou na tarde de quarta-feira em Tavira e que também atinge o concelho vizinho de São Brás de Alportel mobilizava às 14:00, segundo a página da Proteção Civil na internet, 630 operacionais, nove meios aéreos e 189 veículos.

Lusa

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