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Abel Gomes, que hoje apresentou em Faro o dispositivo de combate a incêndios para 2012 na região, reconheceu a existência de problemas e afirmou que o setor da Proteção Civil “não é exceção” à crise que assola “todos os setores da sociedade”.

Os Bombeiros de Messines (Silves) são um dos casos em que houve redução de efetivos devido a problemas financeiros, situação que levou um deputado da região a questionar o Governo sobre as consequências desse corte.

"A Autoridade Nacional de Proteção Civil [ANPC] sustenta financeiramente o dispositivo, que funcionará de acordo com aquilo que é expectável. Vamos esperar para ver como vai correr", referiu.

Para este verão, o Algarve vai ter mais um helicóptero no combate aos incêndios florestais, meio que reforçará o dispositivo terrestre, que deverá atingir um máximo de 448 operacionais.

O helicóptero pesado ficará sediado no Algarve entre 15 de junho e o final de setembro, elevando para três o número de meios aéreos estacionados na região – em Monchique, Loulé e Cachopo (Tavira) – durante o verão.

O dispositivo terrestre mantém-se praticamente inalterado em relação a 2011, com um máximo de 448 operacionais e 116 veículos na fase de maior risco, acrescentou Abel Gomes.

Quando questionado se o número de efetivos é o suficiente, o responsável disse que, em caso de necessidade, a região pode recorrer aos meios existentes no Alentejo. "Nós nunca podemos dizer se é ou não suficiente, mas não estamos sozinhos. Sempre que houver necessidade, seremos reforçados pelos nossos vizinhos dos distritos adjacentes", concluiu.

Liliana Lourencinho com Lusa

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