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Às 12:00 o incêndio mantinha-se com duas frentes ativas, estando a ser combatido por 633 operacionais, apoiados por quase 200 veículos, lê-se na página de Internet da Autoridade Nacional para a Proteção Civil (ANPC).

Um morador da zona de Carvalhoso, freguesia de Santa Catarina, Tavira, relatou à Lusa os momentos de aflição vividos durante a madrugada naquele local, criticando a demora na chegada de apoio.

"Ontem à noite não tivemos meios de apoio, só a partir da 01:00 é que chegaram os bombeiros", disse Filipe Viegas, de 31 anos, que mora naquela povoação com cerca de 100 habitantes desde que nasceu.

Segundo o morador, a situação começou a piorar às 20:30, mas os habitantes esperavam que a situação ficasse controlada porque o vento estava a soprar numa direção oposta às casas.

No entanto, subitamente, o vento rodou e a situação complicou-se: "o descalabro total foi das 03:00 às 05:00, porque estava um vento norte muito forte", explicou.

Alpendres caídos, quintais queimados e casas sem telhado, em que apenas restaram as paredes, compõem o cenário naquela zona da serra, descrito por Filipe Viegas.

O morador, que disse não dormir há mais de 24 horas, esteve durante a madrugada a ajudar bombeiros e os vizinhos mais próximos, enquanto a mulher e a filha foram para casa de familiares.

"Ouvi dizer que a frente de fogo era tão grande que não tinham meios paa toda a área", relata, acrescentando que as chamas estiveram a 500 metros da sua casa, algo que nunca vira, apesar de já ter ali testemunhado outros incêndios.

Lusa

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