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Em declarações à Lusa, o dirigente sindical António Goulart mostrou-se satisfeito com a adesão dos trabalhadores “no aeroporto, no setor ferroviário e nas recolhas de lixo” e espera que a paralisação seja maior ao longo do dia.

Segundo a USAL, no aeroporto apenas estão a funcionar os serviços para emergências, buscas, salvamento e voos de estado, devido à adesão à greve geral, afetando cerca de 5000 passageiros.

Já no setor ferroviário a adesão à greve geral dos trabalhadores levou à paralisação total dos comboios estando limitada à circulação dos serviços mínimos.

Os trabalhadores portuários do Instituto dos Portos e Transportes Marítimos (IPTM), os pilotos da barra e os controladores de tráfego marítimo aderiram "massivamente" à greve geral paralisando, na madrugada de hoje, todos os portos da região, de Sagres a Vila Real de Santo António, afetando toda a atividade e operações portuárias com os navios mercantes, de comércio, cruzeiros, pescas e recreio e ainda os estaleiros, adianta a USAL.

Hoje às 9:00 a frota de pesca de Olhão estava parada a 50% e a de Tavira a 100% e as lotas de Tavira e Santa Luzia estavam encerradas.

Também as recolhas de lixo foram fortemente afetadas nos concelhos de Loulé e de Vila Real de Santo António, registando uma adesão total dos trabalhadores no turno que se iniciava às 20:30 de quarta-feira.

Nos concelhos de Lagos, Lagoa e Silves a recolha de lixo está ser afetada e apenas um carro, em cada concelho, estava a assegurar os serviços mínimos esta manhã.

Ainda segundo a USAL, os mercados municipais de Silves e Lagos estão encerrados, bem como o hospital de Silves, que registou uma adesão de 100%.

Entretanto, os Sindicatos da Função Pública do Sul e Açores, dos Médicos da Zona Sul e dos Enfermeiros Portugueses reafirmaram, em nota à comunicação social, a sua intenção de aderir à paralisação apelando a todos os trabalhadores algarvios do setor da Saúde para “parar para fazer avançar o país.”

Para esta tarde está marcada uma concentração no Jardim Manuel Bívar, às 15:00.

A greve geral de hoje foi convocada pela CGTP e UGT para contestar as recentes medidas de austeridade do Governo, nomeadamente os cortes nos subsídios de férias e de Natal dos funcionários e pensionistas do setor público.

Durante a primeira metade do dia registaram-se alguns incidentes, designadamente com o arremesso, por desconhecidos, de “cocktails molotov” e latas com tinta contra três repartições de Finanças em Lisboa. A GNR foi também chamada a intervir junto de piquetes de greve que tentavam impedir a circulação de comboios em Anadia e Penafiel. A PSP teve de afastar piquetes de greve que bloqueavam a circulação de autocarros, nomeadamente junto à saída da estação da Carris na Musgueira, em Lisboa.

Lusa

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