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A diretora de comunicação da CP – Comboios de Portugal, Ana Portela, precisou à Lusa que as composições que estão paradas faziam a ligação Lisboa-Algarve e Algarve-Lisboa, mas um problema motivado pelo mau tempo impediu a sua passagem no troço entre Santa Clara de Saboia e São Marcos da Serra.

"O que motivou o corte na linha deve ter sido a queda de árvores, devido ao vento forte, embora não tenha esta informação confirmada", afirmou a diretora de comunicação da empresa que assegura o transporte ferroviário em Portugal.

Os passageiros que se encontram retidos "vão agora ser transportados de autocarro até ao comboio que está parado do lado contrário", adiantou, acrescentando que "as composições vão inverter a marcha e conduzir depois os passageiros até Lisboa e ao Algarve, respetivamente".

Igualmente retido, mas em Tunes, no Algarve, ficou um Alfa Pendular que fazia a ligação entre Faro e Lisboa.

"Estes passageiros vão ser também transportados de autocarro, mas diretamente até à estação do Oriente, em Lisboa", afirmou.

Ana Portela disse que, logo após o forte vento se ter feito sentir no Algarve, a queda de árvores provocou a interrupção da linha ferroviária entre Silves e Estômbar, mas entretanto "a circulação já foi restabelecida e encontra-se normalizada".

Quanto à Linha do Sul, interrompida numa extensão de 20 quilómetros, Susana Abrantes, da Refer – Rede Ferroviária Nacional, disse que não há previsões quanto à sua reabertura.

Os estragos causados pelos ventos fortes que atingiram hoje os concelhos de Lagoa e Silves, no Algarve, provocaram oito feridos, informou hoje a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) na sua página na Internet.

Segundo fonte do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), os ventos causaram vários feridos, num número ainda por determinar, alguns dos quais “inspiram cuidados”.

Automóveis danificados, postes elétricos, árvores e estruturas móveis arrancados ou telhados destruídos foram estragos já identificados pelas equipas de socorro que estão na zona afetada e que incluem operacionais da GNR, do INEM e dos bombeiros.

Na zona nova da cidade, a sul do concelho, o cenário visível é de veículos tombados na via, outros atirados contra paredes, vidros de janelas e grades de varandas partidos, assim como árvores e telhados arrancados, constatou a Lusa no local.

Em Silves, os telhados do mercado e das piscinas municipais foram arrancados pela força do vento, acrescentou o morador, indicando que há várias montras de lojas partidas e esplanadas destruídas.

Lusa
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