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Esta iniciativa, promovida pela Direção Regional de Cultura do Algarve e pelo Secretariado Nacional para os Bens Culturais da Igreja (SNBCI), surge no contexto do acordo de cooperação celebrado a 30 de junho de 2009 entre o Ministério da Cultura e a Conferência Episcopal Portuguesa e visa oferecer às catedrais uma atenção global, através de uma qualificada intervenção de recuperação e conservação de valores patrimoniais inestimáveis.

Esta manhã, D. Carlos Azevedo, vogal da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais da Igreja e Comunicações Sociais, explicou aos jornalistas que o congresso visa garantir uma “base ideológica e cultural” para as intervenções previstas. “Este colóquio vai-nos dar essa base, para que aquilo que se vai fazer seja enquadrado pela reflexão de estudiosos portugueses e espanhóis que têm os mesmos problemas”, afirmou.

Segundo o prelado, “todas [as 25 catedrais envolvidas, ndr] precisam de intervenção”, embora os casos que implicarão trabalhos mais complexos sejam Portalegre, Miranda e Santarém. As obras, a realizar até 2014, serão comparticipadas por fundos comunitários através do QREN – Quadro de Referência Estratégica Nacional e, segundo Sandra Costa Saldanha, diretora do SNBCI, terão um custo aproximado de dois milhões de euros.

D. Carlos Azevedo destaca que, parte do valor das intervenções, será financiado por mecenas e pelas autarquias locais e valoriza a participação do Turismo de Portugal no projeto Rota das Catedrais. “Ter, por exemplo, roteiros com o mesmo grafismo em todas as catedrais de Portugal dá logo um outro rosto e valor, daí ter-se criado um logótipo que pudesse ser unânime para todas as catedrais”, adiantou.

O bispo da Comissão Episcopal da Cultura considerou ainda este projeto um “passo fundamental”. “As sés foram capazes de perceber que era o momento último e único de ter algumas ajudas porque o património é, cada vez mais, um grande peso para a sua conservação”, disse, defendendo que, “à medida que este património for, cada vez mais, entregue às comunidades locais, elas terão de encontrar formas de mecenato e desenvolvimento turístico que ajudem a minorar os enormes custos da sua conservação”.

Na sessão de abertura do congresso, também o presidente da Câmara de Faro lembrou a importância daquela iniciativa na “valorização do património das catedrais como edifícios de referência nas diferentes zonas do país”. Macário Correia considerou que é “responsabilidade de todos” ajudar na conservação e manutenção das catedrais.

Samuel Mendonça

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