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“Comer, rezar e amar” no Vale das Almas, em Faro

Foto © Sandra Moreira
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Quando se entra no espaço, tem-se a sensação de que se entra numa festa: há música no ar e pessoas que passam por nós a sorrir. São quase todos jovens e caminham descontraidamente em direcção a um ponto específico, de onde provém o som. É fim de tarde e o calor do dia já se transformou numa agradável temperatura, própria para atividades relaxantes.

«Agora estão na moda os sunsets e nós não poderíamos ter um melhor», escuta-se num microfone. É um dos músicos da banda Maresia, que atua no meio do pinhal, no Vale das Almas, em Faro, no segundo dia do Festival Jota. Sentados no chão ou em fardos de palha ou mesmo de pé, são muitos os que escutam os originais desta banda ligada ao Corpo Nacional de Escutas.

«Precisamos que cantem connosco. Quem vem ao palco?», desafia o vocalista. Rapidamente aparecem os voluntários, até porque todos cantam e sabem as letras de cor.

Um dos grupos que se destaca é de Albufeira, com dois participantes a subirem ao palco. Mas cá atrás, outro grupo, todo vestido de amarelo, dá nas vistas. Traz consigo uma mascote, um pequeno animal branco, que imita uma ovelha: «É o Cordeiro de Deus e tem facebook», dizem-me. «Nós somos de Aveiro e estamos a gostar muito». Alguns acompanham o festival desde a primeira edição e são incondicionais fãs do evento.

Foto © Sandra Moreira
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Um grupo grande, que me diz ser da Paróquia de S. Pedro, em Faro, faz sinais com as mãos. «Estivemos num workshop de linguagem gestual», explicam. Todos repetem gestos que são palavras e que são sinais: amor, rezar, Jesus.

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A música nunca pára e os rostos estão sempre felizes, mesmo quando o cansaço dos dias do Festival já se nota e o peso do corpo, encostado a um dos pinheiros, revela as muitas horas passadas no convívio e na partilha da música, dos ideais, dos valores. Nem os técnicos de som resistem à toada dos músicos, ao violino, cujo som, naquele espaço, entre os ramos dos pinheiros, se perde lentamente em direcção ao pôr-do-sol.

Está na hora de comer. É preciso retemperar as forças, porque com a noite chegam mais concertos, mais bandas, mais horas de dança, de convívio, de alegria dividida.

«Eu quero salchichas», diz uma jovem. É de Silves, de onde vem um grupo grande, de mais de 20 pessoas, no qual jovens, catequistas e escuteiros se misturam. «Espera, temos de dividir o frango, para nada se estragar», diz uma das chefes. Boa parte dos adultos desse grupo nunca tinha acampado, mas confessam, entre gargalhadas, que se estão a divertir muito. Os jovens, nem se fala; basta olhar para eles. Partilhando um café antes dos espectáculos da noite, uma das catequistas confessa: «Estava a precisar deste ar! Estou cansada, mas vou cheia de energia para casa!»

Foto © Sandra Moreira
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“Comer, rezar e amar”: foi este o espírito destes dias, marcados pelo encontro, pela simplicidade e pela genuína partilha, ou seja, marcados pela verdadeira maneira de viver cristã.

O Vale das Almas, em Faro, foi pequeno, porque a todos acolheu como uma família, mas foi do tamanho do mundo, porque a todos abraçou na fraternidade e no amor proporcionados pela música e, sobretudo, pela pessoa de Cristo. E assim se viveu mais uma edição do Festival Jota.

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