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Os fatores são variados, desde a construção de centros comerciais na região com quem é praticamente impossível competir, passando pela diminuição do poder de compra da população e pelo aumento do desemprego, a baixa de Faro vai, aos poucos e poucos, ficando mais vazia.

Antónia Santos, funcionária da loja Valério Sport na conhecida Rua de Santo António, admite “nunca me tinha visto numa situação destas” e até os turistas que tanto ajudam na economia algarvia se ressentem. “Os turistas olham… mas também estão em crise” referiu a funcionária. Apesar da crise geral a funcionária mostra-se ainda otimista em relação ao futuro económico, defendendo que apesar da dificuldade acredita ser possível manter o negócio “daqui a uns anos acho que vai estar melhor, mas nos próximos 2/3 anos vamos piorar. Vamos conseguir dar a volta mas vão ser anos cruciais”.

Noutra loja de artigos desportivos, A Baliza, a opinião não difere da de Antónia, a crise instalou-se e é bastante notória. As pessoas “têm comprado menos, muito menos. A loja está vazia, não se vê ninguém na rua nem com sacos” afirma Sónia Carvalho. Na loja de roupa Minimundo, Maria Inácia deixa escapar que “as pessoas ouvem falar em crise e mesmo que tenham (dinheiro) retraem-se”, e que “a baixa há muito que está em crise. Os centros comerciais têm condições e as pessoas preferem ir para lá”. Este sentimento é partilhado por Cristina Andrade, funcionária da loja de roupa masculina Alfar, que admite “as pessoas não têm dinheiro e gastam menos. Cada vez vendemos menos”.

Já Laura Perrey, funcionária da loja Caravela, diz não notar muita diferença nas vendas apesar da crise “os clientes compram menos mas ainda há aqueles com poder de compra”.

Há, no entanto, um sentimento geral relativamente ao que desde há muito se fala: a dinamização da baixa de Faro e adaptação aos tempos que correm. Quando confrontadas com a possibilidade de alargar o horário de funcionamento das lojas para reavivar ruas que depois das 19 horas ficam quase desertas, e de dinamizar a zona comercial da cidade as funcionárias das várias lojas foram unânimes, a ser feita alguma coisa terá que ser entre todas as lojas e, nas palavras de Sónia Carvalho, “alguma coisa tem que ser feita senão qualquer dia a baixa desaparece”.

Liliana Lourencinho


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