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“A montanha pariu um rato”, ironizou João Vasconcelos, da Comissão de Utentes da A22, descontente com o desconto hoje anunciado pelo Governo.

O Ministério da Economia anunciou este domingo que, a partir de segunda-feira, haverá uma baixa de preços de 15 por cento em todas as antigas vias Sem Custos para os Utilizadores (Scut) do país, independentemente de se tratar de residentes ou não residentes e do número de passagens.

Hoje é o último dia do atual regime de isenções para residentes, que implica a gratuitidade nas primeiras 10 passagens de cada mês para cidadãos moradores nas zonas das ex-Scut.

Em reação, João Vasconcelos sustentou que, apesar do desconto, a partir de hoje a situação “agravar-se-á dramaticamente, porque irá ser muito mais penalizadora para os residentes e as pessoas que trabalham aqui [no Algarve]”.

Acusou o Governo de “tapar o sol com a peneira, distribuindo os descontos a toda a gente e evitando penalizações por parte da Comissão Europeia”.

Lamentou que a partir desta segunda-feira se vá “assistir a uma Via do Infante cada vez mais deserta”, devido às dificuldades crescentes por parte da população e assegurou que também as empresas “não vão aguentar”.

João Vasconcelos apontou a luta contra a abolição total de portagens como o caminho a seguir e recordou que a Comissão de Utentes leva a cabo segunda-feira uma nova vigília contra as portagens, em Faro.

Em causa está o fim das isenções para as primeiras dez passagens mensais e descontos de 15 por cento nas portagens para os utilizadores e empresas residentes abrangidos por sete SCUT – Costa da Prata, Grande Porto, Norte Litoral, Algarve, Beiras Litoral e Alta, Beira Interior e Interior Norte.

Lusa

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