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A Comissão de Utentes da A22 esteve reunida no passado sábado para delinear mais formas de luta às portagens, reunião que contou com a participação de meia centena de pessoas, disse João Vasconcelos.

A instalação de mais máquinas e a possibilidade de pagamento online para os estrangeiros, anunciadas pela Estradas de Portugal não são solução, defende, sugerindo uma suspensão total de portagens.

“São pequenos paliativos que só agudizam o problema”, refere, acrescentando que a possível isenção para veículos de matrícula estrangeira também seria uma medida “altamente discriminatória” para os portugueses.

Durante a Páscoa formaram longas filas de turistas espanhóis na máquina para pagamento de portagens situada junto à Ponte do Guadiana, situação que levou o Governo a admitir que iria rever as formas de cobrança. Segundo João Vasconcelos, muitos espanhóis “dizem que já não voltam”, razão pela qual o Governo deveria fazer um estudo sobre as reais consequências da introdução de portagens nas antigas SCUT, uma vez que possivelmente “está a perder dinheiro”.

"No período da Páscoa, o turismo de espanhóis no Algarve sofreu uma quebra de 35 por cento, isto só a nível de hotéis, pois na restauração e no comércio a quebra deve ter sido maior", afirma.

Na reunião, que durou mais de duas horas, foram lançadas as bases para uma marcha lenta na Ponte Internacional do Guadiana, com os vizinhos da Andaluzia, que deverá acontecer em maio ou junho. No início do próximo mês a comissão conta ainda entregar na Assembleia da República uma petição para a suspensão de portagens, adiantou João Vasconcelos.

Os utentes da A22 vão ainda participar numa reunião transfronteiriça, a 24 de abril, em Salamanca, que deverá congregar todas as comissões das regiões portuguesas e espanholas afetadas pela introdução de portagens.

No encontro foi ainda aprovada uma moção para solicitar com urgência uma audiência com o ministro da Economia, já que desde agosto passado que a comissão tenta ser recebida por aquele ministério.

A comissão faz um balanço “negro” dos quatro meses de “imposição” de portagens na Via do Infante, com “quebras de tráfego superiores a 60 por cento”, e afirma que o número de acidentes na EN 125 mais do que duplicou.

Liliana Lourencinho com Lusa

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